391: (Não) olhem para cima. Asteróide “potencialmente perigoso” passa pela Terra em Janeiro

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

(CC0/PD) Bibbi228 / pixabay

Um asteróide, quatro vezes maior que a Torre Vasco da Gama, vai poder ser visto da Terra a 18 de Janeiro, e é considerado “potencialmente perigoso”.

Segundo a Live Science, um enorme asteróide está a dirigir-se para o nosso planeta.

Mas, ao contrário do chamado “cometa assassino do planeta” do recente filme “Não olhem para cima”, este asteróide vai apenas passar perto da Terra.

O asteróide é conhecido como 1994 PC1, e vai passar no dia 18 de Janeiro, às 21:51h da hora portuguesa, a 70,415 km/h.

O corpo celeste vai passar pela Terra a uma distância de 0,01324 unidades astronómicas, quase 2 milhões de quilómetros, de acordo com a NASA JPL-Caltech’s Solar System Dynamics (SSD).

Isso pode ser uma distância segura mas, comparativamente aos padrões cósmicos, está demasiado perto do planeta para ser um objecto tão grande.

O asteróide 1994 PC1 mede cerca de 1.100 metros de comprimento e, mesmo não havendo perigo de colisão com a Terra, a NASA classificou-o como um objecto “potencialmente perigoso“.

Este termo descreve os asteróides que medem mais de 140 m de comprimento e que têm órbitas que os transportam num raio de 7,5 milhões de km da órbita da Terra em torno do Sol, de acordo com o Asteroid Watch da NASA.

O asteróide que se aproxima também faz parte de uma categoria maior de meteoritos, conhecidos como objectos próximos da Terra, NEOs, que passam a cerca de 50 milhões de quilómetros da zona orbital da Terra. O Programa de NEOs da NASA encontra, identifica e caracteriza estes objectos.

Telescópios de observação já encontraram aproximadamente 28.000 NEOs que medem, pelo menos, 140 metros de diâmetro, e acontecem cerca de 3.000 novos avistamentos todos os anos, de acordo com o Centro de Estudos de Objectos Próximos da Terra (CNEOS).

“Mas com os telescópios de pesquisa maiores e mais avançados a auxiliarem a pesquisa ao longo dos próximos anos, espera-se um rápido aumento nas descobertas”, explica uma fonte do CNEOS.

Quando os observadores detectam um asteróide ou cometa próximo da Terra, analisam a órbita do objecto para avaliar a sua aproximação ao planeta.

Apesar de milhares de asteróides estarem actualmente a vaguear em torno do sistema solar, a base de dados do CNEOS não detectou ameaças graves de impacto durante os próximos 100 anos ou mais, sublinha a NASA.

Robert H. McNaught foi o primeiro astrónomo a detectar o asteróide 1994 PC1, a 9 de Agosto de 1994. Outros investigadores seguiram então o seu percurso pelo Espaço, utilizando as observações de McNaught para calcular a trajectória orbital, a velocidade e a trajectória do asteróide.

Descobriram que o asteróide orbita o Sol uma vez a cada 572 dias, e detectaram o objecto em imagens telescópicas que remontam a 1974, de acordo com EarthSky.

E, a 18 de Janeiro, se a visibilidade for boa, o asteróide será suficientemente brilhante para ser observado num local com o céu limpo, e com um telescópio de quintal, informou EarthSky.

Por muito próximo que o asteróide esteja no dia 18 de Janeiro, já esteve bem mais perto a 17 de Janeiro de 1933.

Nesse ano, o meteoro passou pela Terra a uma distância de 1,1 milhões de km, e só voltará a chegar tão perto de nós em 2105, de acordo com a NASA.

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13 Janeiro, 2022