1239: CRIMES DE GUERRA

– A imagem abaixo prova a realidade do terrorismo soviético ao tentar efectuar constantes lavagens cerebrais na comunicação social, forma utilizada por este país pária desde há dezenas de anos, sobre a insidiosa “desnazificação” da Ucrânia.

GUERRA NA UCRÂNIA/INVASÃO SOVIÉTICA

© GENYA SAVILOV/AFP via Getty Images

Assinala-se, este sábado, o 115.º dia da invasão russa da Ucrânia. Os últimos dias de guerra são marcados pela recomendação da Comissão Europeia para que seja concedido à Ucrânia o estatuto de país candidato na adesão à União Europeia e pela segunda visita do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, a Kyiv, desde o início da invasão.

Notícias ao Minuto
18/06/22 08:15


 

“A fatiga da Ucrânia está a começar a instalar-se em todo o mundo”

INVASÃO SOVIÉTICA/UCRÂNIA/BORIS JOHNSON

O primeiro-ministro britânico frisou que “Putin continua a cometer atrocidades terríveis” na Ucrânia, sendo, por isso, “fundamental” mostrar “o que sabemos ser verdade, que é que a Ucrânia pode vencer e vencerá”.

© Joe Giddens – WPA Pool/Getty Images O primeiro-ministro britânico frisou que “Putin continua a cometer atrocidades terríveis” na Ucrânia, sendo, por isso, “fundamental” mostrar “o que sabemos ser verdade, que é que a Ucrânia pode vencer e vencerá”.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, destacou, este sábado, que é importante demonstrar apoio à Ucrânia a “longo prazo”, especialmente numa altura em que a “fatiga” começa a “instalar-se”.

“A preocupação que temos é que um pouco da fatiga da Ucrânia está a começar a instalar-se em todo o mundo, mas é preciso compreender que os ucranianos estão a sofrer terrivelmente no leste do seu país”, disse o governante britânico à chegada a Londres, depois de ter visitado Kyiv pela segunda vez após a invasão russa.

Boris frisou que “Putin continua a cometer atrocidades terríveis” na Ucrânia, sendo, por isso, “fundamental” mostrar “o que sabemos ser verdade, que é que a Ucrânia pode vencer e vencerá”.

“Os russos ainda estão a sofrer enormes baixas, estão a ficar sem muito do seu armamento mais sofisticado, as suas armas de posição estão a começar a ser muito severamente abatidas”, acrescentou o britânico.

“Temos de levar a mensagem aos ucranianos e ao povo ucraniano sobre quão fortemente os apoiamos e como é importante que tenham êxito. Numa altura em que a fatiga se instala, é muito importante mostrar que estamos com eles a longo prazo e estamos a dar-lhes a resiliência estratégica de que necessitam”, frisou ainda.

Sobre a possibilidade de o Reino Unido receber o Festival Eurovisão da Canção no próximo ano, devido às faltas de condições de segurança da Ucrânia, Boris sublinha que o país “pode e deve” receber o evento.

“Sei que tivemos uma participação fantástica, sei que ficámos em segundo lugar e adoraria que fosse neste país, mas o facto é que eles ganharam e merecem tê-lo [ao evento] e acredito que o podem ter e devem tê-lo”, frisou. “Acredito que Kyiv ou qualquer outra cidade ucraniana segura seria um lugar fantástico para o ter”.

Assinala-se, este sábado, o 115.º dia da guerra na Ucrânia, que já provocou, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a morte a 4.481 civis e deixou 5.565 feridos.

Notícias ao Minuto
18.06.2022


 

1237: António Costa anda há dois meses em digressão pela Europa. Já foi a sete países

– Para alguma coisa deve servir os impostos, principalmente do IRS, para pagar estas “digressões”… Eu, por exemplo, ando há seis anos a ficar sem subsídios de férias e de natal – que já nem chegam – para pagar o IRS… E a minha pensão de reforma é inferior ao SMN… Culpa de ter ficado viúvo e ter passado da taxa de IRS de 14,5% enquanto ainda casado (2015), com dois rendimentos, para 28,5% depois de viúvo (2016~2022), com menos um rendimento! Bestial, pá…!!!

ROUBALHEIRA INSTITUCIONAL

Desde a sua posse, no final de Março, a agenda externa do primeiro-ministro foi mais intensa do que a interna

© Expresso António Costa anda há dois meses em digressão pela Europa. Já foi a sete países

António Costa tem andado numa roda-viva pela Europa. Em dois meses e meio, com destaque para o mês de maio, já percorreu as principais capitais europeias e já teve encontros com os principais líderes, de Olaf Scholz, a Emmanuel Macron ou Boris Johnson.

Este foi mesmo o último encontro na segunda-feira, que chegou a estar em causa por motivos de saúde do primeiro-ministro. A agenda externa de Costa tem suplantado a agenda pública interna que, não raras vezes, se faz também com encontros com representantes estrangeiros. Ainda esta semana, na pele de secretário-geral socialista, encontrou-se com Lars Klingbeil, presidente do SPD.

O início deste novo mandato de António Costa ficou marcado pela guerra na Ucrânia e tem sido fundamentalmente a agenda europeia de apoio àquele país que tem dominado o tempo do primeiro-ministro, mas não só. Costa tem cuidado dos contactos europeus cimentando a influência europeia que tem defendido ser importante manter.

(Para ler este artigo na íntegra clique aqui)

Expresso
18.06.2022


 

1236: O espião russo que saiu do calor para vigiar o Tribunal Penal Internacional

INTERNACIONAL/UNIÃO SOVIÉTICA/ESPIÕES

É mais um caso que ilustra o poderio e o alcance das agências de espionagem russas em todo o mundo. A máquina russa de espionagem não olha a meios para neutralizar dissidentes, críticos ou opositores ou mesmo para vigiar e sabotar as instituições que se metam no caminho do Kremlin e de Vladimir Putin.

(Este blogue deixou de publicar imagens de nazis terroristas genocidas assassinos)

Um espião russo tentou realizar um estágio no Tribunal Penal Internacional (TPI), localizado em Haia na Holanda.

Sergey Vladimirovich Cherkasov, de 36 anos, pertence ao serviço de inteligência militar GRU (Directorado do Estado Maior das Forças Armadas da Federação Russa) e usou uma identidade brasileira para tentar obter o estágio.

O homem voou para os Países Baixos em Abril acreditando que tinha conseguido o estágio. Quando chegou ao país, foi detido pela guarda fronteiriça neerlandesa e enviado para o Brasil. Se tivesse conseguido o estágio, teria obtido acesso ao sistema do tribunal e aos seus emails, com poder para copiar, alterar ou destruir documentos e provas.

O tribunal encontra-se actualmente a investigar crimes de guerra cometidos pela Rússia este ano na Ucrânia e na Geórgia em 2008. O tribunal tem 200 vagas anuais para estudantes e licenciados em várias áreas como direito ou psicologia social.

O “The Guardian” diz que o espião vai agora enfrentar a justiça brasileira, mas resta saber qual a acusação que enfrenta. O Governo de Bolsonaro ainda não comentou.

O site russo de investigação jornalística “Bellingcat” aprofundou a investigação e descobriu várias contas públicas de Victor Muller no Facebook, Twitter, MyVisaJobs e no seu blogue “Politics of Us”.

Em 2010, o espião adoptou uma nova identidade no Brasil: Victor Muller Ferreira, com menos três anos de idade. A partir daqui, o espião começou a construir a sua história: passou por vários países, licenciou-se em ciência política no Trinity College de Dublin, entre 2014 e 2018, tirou depois um mestrado em política externa dos EUA na universidade norte-americana de Jonhs Hopkins em 2020.

Os serviços secretos holandeses divulgaram um documento contendo a lenda, a história passada da personagem de um espião, de Victor Muller Ferreira: a sua história até chegar ao Rio de Janeiro em 2010. Por a carta estar expurgada de informação sensível, não é possível verificar qual o país de origem da personagem do espião. Mas no seu perfil de Facebook, refere que estudou numa escola na Argentina, segundo o “Bellingcat”.

O documento explica que o seu pai vivia neste país, onde conheceu a sua mãe. Mais tarde, foram todos para o Brasil. Depois, após a morte da sua mãe, regressou ao seu país de origem com a sua tia, onde ficou a viver e onde andou na escola.

Victor Muller Ferreira decide em 2010 regressar ao Brasil e foi procurar o seu pai ao Rio de Janeiro, tendo referido que se tinha esquecido de falar português, mas a vida em conjunto revela-se difícil; pouco depois, decidiu mudar-se sozinho para Brasília para ter aulas de português para “tentar resolver” os seus “problemas com a cidadania”.

Segundo o “The Guardian”, o passaporte russo de Cherkasov revela que está registado no enclave de Kalinigrado, tendo sido co-proprietário de uma empresa de construção local com 19 anos.

Os serviços de inteligência dos Países Baixos AIVD (Algemene Inlichtingen- en Veiligheidsdienst) disseram em comunicado que este tipo de agente é conhecido por “ilegal: um agente de inteligência que recebe um longo e extenso treino.

Devido às suas identidades falsas, os ilegais são difíceis de descobrir. Por isso, permanecem muitas vezes por detectar, permitindo que desenvolvam as suas actividades de inteligência. Por se apresentarem como estrangeiros, têm acesso a informação que seria inacessível a cidadãos russos. Além da GRU, também o serviço de inteligência russo SVR usa ilegais”. A SVR são os Serviços de Inteligência Estrangeira da Federação Russa.

“O foco principal da GRU é a recolha de inteligência militar, mas também recolhe informação política ou tecnológica. O GRU não recolhe apenas informação, os seus agentes também desenvolvem operações ocultas de influência”, acrescenta a AIVD.

“Os serviços de inteligência russos gastam anos a construir lendas para os ilegais”, segundo a AIVD que destaca: “a identidade de um ilegal é geralmente muito complexa e difícil – se não impossível – para estranhos a verificarem. A história contém uma combinação de informação autêntica e impressões pessoais (possivelmente fabricadas).

Os serviços de inteligência russos “recolhem informação sobre, por exemplo, como outros países registam e armazenam dados pessoais”, e também falsificam documentos de identificação.

Jornal Económico
18.06.2022


 

1235: COVID-19: Vacinas para crianças nos EUA a partir dos 6 meses

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/VACINAÇÃO INFANTIL

O mundo ainda se encontra em estado de pandemia por COVID-19, mas o foco na doença é diferente de outros tempos. A cada dia que passa, a COVID-19 é cada vez mais uma doença igual a muitas outras, apesar de ainda fazer muitas vítimas.

Recentemente os EUA passaram a autorizar vacinas da Pfizer e Moderna para crianças a partir dos seis meses.

COVID-19: Vacinas da Moderna (2 doses) e Pfizer (3 doses) aprovadas

A agência norte-americana do medicamento (FDA na sigla em inglês) aprovou nesta passada sexta-feira a administração de emergência das vacinas contra a COVID-19 da Pfizer e da Moderna em crianças a partir dos seis meses de idade.

A vacina de duas doses da Moderna é aprovada para crianças entre os seis meses e os cinco anos de idade e a da Pfizer, de três doses, pode ser administrada a crianças entre os seis meses e quatro anos de idade.

A FDA também aprovou a vacina da Moderna para crianças dos 6 aos 17 anos de idade. A vacina da Pfizer já tinha sido aprovada para crianças a partir dos 5 anos de idade nos Estados Unidos da América.

Após o anúncio da FDA, segundo a AFP, a Pfizer afirmou que pretende solicitar a aprovação para este grupo etário à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) no início de Julho.

A pandemia da COVID-19 já provocou mais de 500 milhões de infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2 e mais de seis milhões de mortes foram atribuídas à doença em todo o mundo.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detectada pela primeira vez, em Novembro, na África do Sul.

Pplware
Autor: Pedro Pinto


 

1234: DGS divulga cuidados a ter em eventos antes e após contactos sexuais

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) quer que empresas, organizações de eventos ou grupos informais sensibilizem os participantes sobre a infecção pelo vírus ‘Monkeypox’, recomendando cuidados específicos a ter, inclusive durante e após contactos sexuais.

© AFP

A forma de apresentação e disseminação da infecção sugere que a transmissão esteja a acontecer por contacto próximo, incluindo relações sexuais, refere a DGS, adiantando que os casos notificados no actual surto foram na sua maioria detectados em homens que têm sexo com homens, embora a transmissão também tenha sido documentada noutras pessoas.

Portugal registou mais 35 casos de infecção pelo vírus ‘Monkeypox’, elevando para 276 o total de pessoas infectadas, todos homens que se encontram clinicamente estáveis, referiu hoje a DGS.

Segundo a informação divulgada pela autoridade de saúde, eventos públicos, privados e viagens, facilitaram a transmissão de infecções, mas estes eventos “poderão ser oportunidades para sensibilizar os participantes e transmitir informação, ao mesmo tempo que se podem desenvolver medidas de prevenção e higienização para reduzir riscos nesses contextos”.

Para a DGS, “os parceiros comunitários são essenciais para garantir uma comunicação eficaz e atempada, adequada ao público a envolver, identificar as principais mensagens de prevenção e promoção da saúde e o alinhamento entre todos os envolvidos, para identificar rumores/desinformação e ajudar a melhorar o conhecimento sobre a infecção, e para facilitar a adesão às medidas de protecção”.

Entre o conteúdo das ‘mensagens chave’ a transmitir, a DGS refere que a infecção por Monkeypox caracteriza-se pelo aparecimento de lesões na pele ou mucosas, que podem ser localizadas numa determinada região do corpo ou generalizadas, atingindo habitualmente a face e boca, membros superiores e inferiores ou região ano-genital.

O surgimento de sintomas deve motivar a procura de aconselhamento e avaliação médica e deve evitar-se o contacto físico próximo, incluindo relações sexuais.

“O contacto físico próximo é a principal forma de transmissão. Uma relação sexual pode envolver risco. Relações sexuais com múltiplos parceiros/as aumentam o risco”, destaca a DGS.

A utilização do preservativo é importante para prevenir a transmissão do VIH e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), mas não oferece protecção eficaz para o vírus Monkeypox, alerta ainda na informação.

Entre as medidas a adoptar “antes, durante e após” os eventos, a DGS recomenda que seja desincentivada a participação em caso da existência de sintomas e que os organizadores considerem o envio de informação prévia aos participantes, através das redes sociais ou no momento da inscrição.

A DGS aconselha também formar os trabalhadores e funcionários sobre os sinais e sintomas mais comuns de infecção e sobre o aconselhamento a dar a casos suspeitos, bem como dispensar os funcionários/voluntários que apresentem sintomas.

Entre as sugestões, a autoridade de saúde quer que os organizadores incentivem os participantes a “guardar os contactos das pessoas com quem mantiverem contacto físico próximo, incluindo relações sexuais, caso seja necessário identificá-los posteriormente”.

Entre as recomendações de higiene, a DGS aconselha que “se existir roupa de cama, deve ser mudada após utilização por um novo participante/cliente”.

“Essa roupa deve ser manipulada por funcionários de limpeza que utilizem luvas e máscaras e lavada a mais de 60 graus centígrados. Após manipulação da roupa, deve retirar-se as luvas e lavar/higienizar as mãos”, pode ler-se.

A informação da autoridade de saúde adverte também contra a estigmatização da doença, tendo em conta que “a maioria dos casos até agora foram reportados em homens que têm sexo com homens”.

“O estigma e o medo podem dificultar as respostas em matéria de saúde pública, pois podem fazer com que as pessoas escondam a sua doença e são barreiras de acesso aos cuidados de saúde”, alerta a DGS.

Entre os conselhos para mitigar a estigmatização, a autoridade de saúde pede que se utilize “uma linguagem respeitosa e inclusiva” e que se transmitam “os factos de forma clara e acessível”.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da ‘Monkeypox’ é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infectadas a recuperar da doença em poucas semanas.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta das erupções cutâneas cai, a pessoa infectada deixa de ser infecciosa.

Portugal vai receber 2.700 doses das vacinas contra o vírus ‘Monkeypox’ adquiridas pela Comissão Europeia, confirmou recentemente a DGS, que está a elaborar uma norma técnica que definirá a forma como serão utilizadas.

Diário de Notícias
DN/Lusa
17 Junho 2022 — 23:44