1222: A cada 6 anos há um fenómeno que acontece no núcleo da Terra e que nos influencia

CIÊNCIA

Os cientistas da Universidade do Sul da Califórnia (USC) encontraram evidências de que o núcleo interno da Terra oscila, contradizendo modelos previamente aceites que sugeriam que ele gira consistentemente a uma taxa mais rápida do que a superfície do planeta.

O novo estudo mostra que o centro planetário mudou de direcção em seis anos, de 1969 a 1974. A informação foi constatada através da análise de dados sísmicos.

A equipa de investigadores conseguiu mostrar que o núcleo interior oscila com base na duração do dia, isto é, aproximadamente 0,2 segundos durante seis anos.

Duração de um dia na Terra oscila a cada 6 anos

No estudo, publicado na Science Advances, é mostrado que o núcleo interno mudou de direcção no período de seis anos de 1969 a 1974, de acordo com a análise de dados sísmicos.

Os cientistas dizem que o seu modelo de movimento do núcleo interno também explica a variação na duração do dia, que mostrou oscilar persistentemente nas últimas décadas.

A partir das nossas descobertas, podemos ver as mudanças na superfície da Terra em comparação com o seu núcleo interno, conforme é afirmado há 20 anos. No entanto, as nossas últimas observações mostram que o núcleo interno girou um pouco mais devagar de 1969 a 1971 e depois mudou na outra direcção de 1971 a 1974. Também notamos que a duração do dia cresceu e encolheu como seria de se prever.

Disse John E. Vidale, co-autor do estudo e professor de Ciências da Terra na USC.

Análise de testes atómicos identifica a velocidade e a direcção de rotação

Os cientistas afirmaram que o núcleo interno expandiu-se dramaticamente nos últimos 30 anos. O núcleo interno – uma bola quente e densa de ferro sólido do tamanho de Plutão – mostrou mover-se e/ou mudar ao longo de décadas. Também é impossível observar directamente, o que significa que os investigadores lutam por medições indirectas para explicar o padrão, a velocidade e a causa do movimento e das mudanças.

A investigação publicada em 1996 foi a primeira a propor que o núcleo interior girasse mais rapidamente do que o resto do planeta – também conhecido como super-rotação – em cerca de 1 grau por ano. As descobertas subsequentes de Vidale reforçaram a ideia de que o núcleo interior gira super-rotativamente, embora a um ritmo mais lento.

Utilizando dados da Large Aperture Seismic Array (LASA), uma instalação da Força Aérea dos EUA em Montana, o investigador Wei Wang e Vidale encontrou o núcleo interior a girar mais lentamente do que anteriormente previsto, aproximadamente 0,1 graus por ano.

O estudo analisou ondas geradas a partir de testes de bombas nucleares subterrâneas soviéticas de 1971-74 no arquipélago Ártico Novaya Zemlya, utilizando uma nova técnica de formação de feixe desenvolvida por Vidale.

As novas descobertas surgiram quando Wang e Vidale aplicaram a mesma metodologia a um par de testes atómicos anteriores sob a ilha Amchitka, na ponta do arquipélago do Alasca-Milrow em 1969 e Cannikin em 1971. Medindo as ondas de compressão resultantes das explosões nucleares, descobriram que o núcleo interior tinha invertido a direcção, sub-girando pelo menos um décimo de grau por ano.

Este último estudo marcou a primeira vez que a conhecida oscilação de seis anos tinha sido indicada através da observação sismológica directa.

Investigação futura para aprofundar a razão pela qual o núcleo interior se formou

O estudo apoia a especulação de que o núcleo interior oscila com base em variações na duração do dia – mais ou menos 0,2 segundos durante seis anos – e campos geomagnéticos, ambos coincidindo com a teoria, tanto em amplitude como em fase. Vidale diz que os resultados fornecem uma teoria convincente para muitas questões colocadas pela comunidade de investigação.

O núcleo interior não é fixo – move-se debaixo dos nossos pés, e parece andar para trás e para a frente um par de quilómetros de seis em seis anos. Uma das perguntas que tentámos responder é: o núcleo interior move-se progressivamente ou está na sua maioria bloqueado em comparação com tudo o resto a longo prazo? Estamos a tentar compreender como o núcleo interior se formou e como se move ao longo do tempo – este é um passo importante para compreender melhor este processo.

Concluiu Vidale.

Pplware
15 Jun 2022
Autor: Vítor M


 

1221: A teia cósmica da Tarântula: astrónomos mapeiam formação estelar em nebulosa fora da nossa Galáxia

CIÊNCIA/ASTRONOMIA

Com o auxílio do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), os astrónomos revelaram detalhes intrincados de 30 Doradus, uma região de formação estelar também conhecida por Nebulosa da Tarântula. Numa imagem de alta resolução divulgada hoje pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), que inclui dados ALMA, vemos a nebulosa numa nova luz, com nuvens de gás que nos mostram como é que as estrelas massivas dão forma a esta região.

Estes fragmentos podem ser os restos de nuvens, anteriormente grandes e que foram despedaçadas pelas enormes energias emitidas por estrelas jovens massivas, num processo a que chamamos feedback,” disse Tony Wong, que liderou o trabalho de investigação sobre 30 Doradus apresentado hoje no Encontro da Sociedade Astronómica Americana (American Astronomical Society, AAS) e publicado na revista da especialidade The Astrophysical Journal.

Os astrónomos pensavam inicialmente que o gás existente nestas regiões estivesse demasiado disperso e sobrecarregado por este feedback turbulento para que a gravidade o conseguisse aglomerar para formar novas estrelas.

No entanto, os novos dados revelaram também filamentos muito densos onde o papel da gravidade é significativo. “Os nossos resultados mostram que, até na presença de feedbacks muito fortes, a gravidade consegue exercer uma influência forte, permitindo a continuação da formação estelar,” acrescenta Wong, professor da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, EUA.

Situada na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da nossa própria Via Láctea, a Nebulosa da Tarântula é uma das regiões de formação estelar mais brilhantes e activas da nossa vizinhança galáctica, a cerca de 170 000 anos-luz de distância da Terra. No seu coração encontram-se algumas das estrelas mais massivas conhecidas, algumas com mais de 150 vezes a massa do nosso Sol, o que faz desta região o local ideal para estudar como é que as nuvens de gás colapsam sob a acção da gravidade para formar novas estrelas.

O que torna a 30 Doradus única é o facto de se encontrar suficientemente perto de nós para podermos estudar com todo o detalhe como é que as estrelas se formam e, no entanto, as suas propriedades são semelhantes àquelas encontradas em galáxias muito distantes, quando o Universo era jovem,” explica Guido De Marchi, cientista na Agência Espacial Europeia (ESA) e co-autor do artigo que apresenta estes resultados. “Graças a 30 Doradus, podemos estudar como é que as estrelas se formavam há 10 mil milhões de anos atrás, na época em que nasceram a maioria das estrelas do Universo.

Apesar da maior parte dos estudos anteriores relativos à Nebulosa da Tarântula se terem focado essencialmente em regiões do seu centro, os astrónomos já sabiam desde há muito que a formação de estrelas massivas ocorre também noutros lados. Para compreender melhor este processo, a equipa levou a cabo observações de alta resolução que cobrem uma grande região da nebulosa.

Com o auxílio do ALMA, os investigadores fizeram medições da emissão de monóxido de carbono gasoso, conseguindo assim mapear as enormes nuvens de gás frio da nebulosa que colapsam para dar origem a novas estrelas — e observar como é que se vão modificando à medida que enormes quantidades de energia vão sendo libertadas por essas novas estrelas.

Estávamos à espera de descobrir que as partes da nebulosa mais próximas das estrelas jovens massivas mostrassem os sinais mais claros da gravidade a ser ultrapassada pelo feedback,” disse Wong. “Em vez disso, descobrimos que a gravidade continua a desempenhar um papel importante mesmo nas regiões da nebulosa que estão muito expostas ao feedback — pelo menos nas partes suficientemente densas.”

Na imagem divulgada hoje pelo ESO, vemos os novos dados ALMA sobrepostos a uma imagem infravermelha da mesma região que mostra estrelas brilhantes e nuvens de gás quente cor-de rosa claras, obtida anteriormente com o Very Large Telescope (VLT) e o Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy (VISTA), ambos do ESO. A imagem composta mostra uma forma distinta de teia nas nuvens de gás da Nebulosa da Tarântula, o que deu precisamente origem ao seu nome. Os novos dados ALMA correspondem aos traços brilhantes vermelhos e amarelos que vemos na imagem: gás denso muito frio que pode um dia colapsar e formar estrelas.

A nova investigação dá-nos pistas importantes sobre como é que a gravidade se comporta nas regiões de formação estelar da Nebulosa da Tarântula, no entanto o trabalho está longe de chegar ao fim. “Há ainda muito trabalho a fazer com este conjunto de dados e é por isso mesmo que estamos a divulgá-lo publicamente de modo a que outros investigadores possam levar a cabo os seus próprio estudos,” conclui Wong.

Informações adicionais

Este trabalho de investigação está a ser apresentado no 240º Encontro da American Astronomical Society (AAS) na conferência de imprensa intitulada “Stars, Their Environments & Their Planets” (Quarta-feira, 15 de Junho de 2022, 18:15 hora de Portugal Continental). Os jornalistas podem ver a live stream da conferência de imprensa, divulgada publicamente no canal do YouTube do Gabinete de imprensa da AAS: https://www.youtube.com/c/AASPressOffice.

O trabalho foi também descrito num artigo científico “The 30 Doradus Molecular Cloud at 0.4 Parsec Resolution with ALMA: Physical Properties and the Boundedness of CO Emitting Structures” publicado na revista da especialidade The Astrophysical Journal.

A equipa é composta por T. Wong (Astronomy Department, University of Illinois, USA [Illinois]), L. Oudshoorn (Observatório de Leiden, Universidade de Leiden, Países Baixos [Leiden]), E. Sofovich (Illinois), A. Green (Illinois), C. Shah (Illinois), R. Indebetouw (Department of Astronomy, University of Virginia, EUA e National Radio Astronomy Observatory, EUA [NRAO]), M. Meixner (SOFIA-USRA, NASA Ames Research Center, EUA), A. Hacar (Departamento de Astrofísica, Universidade de Viena, Áustria), O. Nayak (Space Telescope Science Institute, EUA [STSci]), K. Tokuda (Departamento da Terra e Ciências Planetárias, Faculdade de Ciências, Universidade de Kyushu, Japão e Observatório Astronómico Nacional do Japão, Institutos Nacionais de Ciências Naturais, Japão e Departamento de Física, Escola Superior de Ciências, Universidade Metropolitana de Osaka, Japão [Osaka]), A. D. Bolatto (Department of Astronomy and Joint Space Science Institute, University of Maryland, EUA e Astrónomo Visitante do NRAO), M. Chevance (Astronomisches Rechen-Institut, Zentrum für Astronomie der Universität Heidelberg, Alemanha), G. De Marchi (Centro Europeu de Investigação Espacial e Tecnologia, Países Baixos), Y. Fukui (Departamento de Física, Universidade de Nagoya, Japão), A. S. Hirschauer (STSci), K. E. Jameson (CSIRO, Space and Astronomy, Austrália), V. Kalari (International Gemini Observatory, NSF’s NOIRLab, Chile), V. Lebouteiller (AIM, CEA, CNRS, Université Paris-Saclay, Université Paris Diderot, França), L. W. Looney (Illinois), S. C. Madden (Departement d’Astrophysique AIM/CEA Saclay, França), Toshikazu Onishi (Osaka), J. Roman-Duval (STSci), M. Rubio (Departamento de Astronomía, Universidad de Chile, Chile) e A. G. G. M. Tielens (Department of Astronomy, University of Maryland, EUA e Leiden).

O Observatório Europeu do Sul (ESO) ajuda cientistas de todo o mundo a descobrir os segredos do Universo, o que, consequentemente, beneficia toda a sociedade. No ESO concebemos, construimos e operamos observatórios terrestres de vanguarda — os quais são usados pelos astrónomos para investigar as maiores questões astronómicas da nossa época e levar ao público o fascínio da astronomia — e promovemos colaborações internacionais em astronomia. Estabelecido como uma organização intergovernamental em 1962, o ESO é hoje apoiado por 16 Estados Membros (Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Irlanda, Itália, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Suécia e Suíça), para além do Chile, o país de acolhimento, e da Austrália como Parceiro Estratégico. A Sede do ESO e o seu centro de visitantes e planetário, o Supernova do ESO, situam-se perto de Munique, na Alemanha, enquanto o deserto chileno do Atacama, um lugar extraordinário com condições únicas para a observação dos céus, acolhe os nossos telescópios. O ESO mantém em funcionamento três observatórios: La Silla, Paranal e Chajnantor. No Paranal, o ESO opera o Very Large Telescope e o Interferómetro do Very Large Telescope, assim como dois telescópios de rastreio: o VISTA, que trabalha no infravermelho, e o VLT Survey Telescope, concebido para mapear o céu no visível. Ainda no Paranal, o ESO acolherá e operará o Cherenkov Telescope Array South, o maior e mais sensível observatório de raios gama do mundo. Juntamente com parceiros internacionais, o ESO opera o APEX e o ALMA no Chajnantor, duas infraestruturas que observam o céu no domínio do milímetro e do submilímetro. No Cerro Armazones, próximo do Paranal, estamos a construir “o maior olho do mundo voltado para o céu” — o Extremely Large Telescope do ESO. Dos nossos gabinetes em Santiago do Chile, apoiamos as nossas operações no país e trabalhamos com parceiros chilenos e com a sociedade chilena.

O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), uma infraestrutura astronómica internacional, surge no âmbito de uma parceria entre o ESO, a Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos (NSF) e os Institutos Nacionais de Ciências da Natureza (NINS) do Japão, em cooperação com a República do Chile. O ALMA é financiado pelo ESO em prol dos seus Estados Membros, pela NSF em cooperação com o Conselho de Investigação Nacional do Canadá (NRC) e o Ministério de Ciência e Tecnologia (MOST) e pelo NINS em cooperação com a Academia Sinica (AS) da Taiwan e o Instituto de Astronomia e Ciências do Espaço da Coreia (KASI). A construção e operação do ALMA é coordenada pelo ESO, em prol dos seus Estados Membros; pelo Observatório Nacional de Rádio Astronomia dos Estados Unidos (NRAO), que é gerido pela Associação de Universidades, Inc. (AUI), em prol da América do Norte; e pelo Observatório Astronómico Nacional do Japão (NAOJ), em prol do Leste Asiático. O Observatório Conjunto ALMA (JAO) fornece uma liderança e gestão unificadas na construção, comissionamento e operação do ALMA.

ESO – European Southern Observatory
eso2209pt — Foto de Imprensa
15 de Junho de 2022


 

1220: Monkeypox: Portugal com 241 casos confirmados de infecção

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

A maior parte das infecções foram notificadas em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve, avançou a DGS.

© D.R.

Portugal registou mais 10 casos de infecção pelo vírus Monkeypox, elevando para 241 o total de pessoas infectadas, todos homens que estão clinicamente estáveis, anunciou esta quarta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo a DGS, todas as infecções confirmadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos.

A maior parte das infecções foram notificadas em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve, avançou a autoridade de saúde, que adianta ainda que os infectados pelo vírus se mantêm em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis.

Na terça-feira, o director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que o Comité de Emergência se vai reunir na próxima semana para avaliar se o surto de Monkeypox representa uma emergência internacional de saúde pública, face ao comportamento incomum do vírus e ao número de países com casos confirmados.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, esta avaliação do Comité de Emergência da OMS justifica-se pelo facto de o vírus “estar a comportar-se de uma forma incomum”, pelo crescente número de países com casos confirmados de infecção e ainda pela necessidade de uma resposta coordenada, tendo em conta a dispersão geográfica que a doença regista actualmente.

Desde o início do ano, a OMS já registou mais de 1.600 casos confirmados de Monkeypox em 39 países, incluindo 32 países que não tinham registado de surtos da doença, entre os quais Portugal.

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da Monkeypox é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infectadas a recuperar em poucas semanas da doença.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para uma erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta cai, a pessoa infectada deixa de ser infecciosa.

Diário de Notícias
DN/Lusa
15 Junho 2022 — 14:35


 

1219: Já há 231 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta terça-feira mais 22 infecções confirmadas face ao dia do balanço anterior, quinta-feira.

© Cynthia S. Goldsmith / Centers for Disease Control and Prevention / AFP

A autoridade de saúde confirmou esta terça-feira mais 22 casos de infecção pelo vírus Monkeypox em Portugal, totalizando até agora 231 situações de homens infectados que se encontram clinicamente estáveis.

Segundo anunciou a Direcção-Geral da Saúde (DGS), todas as infecções confirmadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos.

A maioria das infecções foram notificadas em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve, adiantou ainda a DGS, que avança também que os casos identificados se mantêm em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis.

A Comissão Europeia comprou quase 110 mil doses de vacinas em resposta ao surto de varíola dos macacos (monkeypox) na Europa e que começam a ser proporcionalmente distribuídas no final de Junho nos países que já as autorizaram.

O contrato para a aquisição de 109.090 doses da vacina de terceira geração da farmacêutica Bavarian Nordic foi concluído esta terça-feira pela autoridade europeia de preparação e resposta a emergências de saúde pública saúde (HERA, no acrónimo inglês).

De acordo com as autoridades de saúde, a manifestação clínica da Monkeypox é geralmente ligeira, com a maioria das pessoas infectadas a recuperar em poucas semanas da doença.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, nódulos linfáticos inchados, calafrios, exaustão, evoluindo para uma erupção cutânea.

O período de incubação é tipicamente de seis a 16 dias, mas pode chegar aos 21 e, quando a crosta cai, a pessoa infectada deixa de ser infecciosa.

Diário de Notícias
DN
14 Junho 2022 — 15:05


 

1218: Monkeypox: Comissão Europeia adquire quase 110 mil doses de vacinas de 3.ª geração

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/VACINAS

Dado o aumento do número de casos, o contrato permitirá que as vacinas estejam rapidamente acessíveis a todos os Estados-membros, Noruega e Islândia.

A Comissão Europeia comprou quase 110 mil doses de vacinas em resposta ao surto de varíola dos macacos (monkeypox) na Europa e que começam a ser proporcionalmente distribuídas no final de Junho nos países que já as autorizaram.

O contrato para a aquisição de 109.090 doses da vacina de terceira geração da farmacêutica Bavarian Nordic foi concluído esta terça-feira pela autoridade europeia de preparação e resposta a emergências de saúde pública saúde (HERA, no acrónimo inglês).

Dado o aumento do número de casos, o contrato permitirá que as vacinas estejam rapidamente acessíveis a todos os Estados-membros, Noruega e Islândia.

Uma vez disponíveis as vacinas de terceira geração, a HERA irá colocá-las à disposição dos países envolvidos, começando pelos mais necessitados.

Considerando o grande número de casos, as entregas das doses começam no final do mês nos Estados-membros que já autorizaram o uso desta vacina, com uma base pro rata, ou seja medida proporcionalmente.

A vacina de terceira geração só é actualmente autorizada na UE para proteger os adultos contra a varíola, mas protege também contra a varíola dos macacos.

A Hera é a agência da Comissão Europeia responsável pelo fortalecimento da segurança da saúde no espaço da União Europeia e pela preparação e resposta dos seus Estados-membros a crises de saúde pública.

Diário de Notícias
DN/Lusa
14 Junho 2022 — 12:45


 

1217: Contágios

SAÚDE PÚBLICA

Saber como se transmitem as doenças constituiu, desde sempre, motivo de interesse na perspectiva da prevenção do contágio.

Até ao fim da Idade Média pouco mais se fez além do confinamento das pessoas que apresentavam sinais de uma doença contagiosa. Assim sucedeu com a lepra ou a peste, por exemplo. Na altura, não se conhecia a natureza das doenças e ignorava-se como se transmitiam. A sua identificação era geradora de pânico entre familiares e comunidade.

Foram as pesquisas do cientista francês Louis Pasteur (1822-1895) e do médico alemão Robert Koch (1843-1910) que demonstraram, pela primeira vez, a relação causa efeito entre agentes microbianos e doenças (só em 1876 foi comprovado que o bacilo anthracis* causava o carbúnculo).

Desde então e até hoje, foram muitos os avanços da Medicina que iriam elucidar as diferentes origens das infecções, como se transmitem e como se evitam. São, agora, cada vez menos os segredos por desvendar…

Em linhas gerais, no processo de propagação das infecções (causadas quer por vírus, bactérias ou por protozoários) consideram-se dois modos de transmissão: directa e indirecta.

Precise-se, então.

1 A transmissão directa ocorre através do contacto próximo entre um doente e uma pessoa que, estando saudável nesse momento e sem protecção, irá adquirir essa mesma doença no final do período de incubação. Cada infecção tem a sua forma própria para se transmitir.

No caso da gripe ou da covid-19, por exemplo, acontece quando as gotículas expelidas pelo doente são inaladas por uma pessoa não-protegida a uma distância curta (cerca de 1 metro). A transmissão directa pode, ainda, verificar-se, no contexto de contactos íntimos entre pessoas ou por via sexual (como a gonorreia, a sífilis, a sida…).

É indispensável falar, abertamente, das doenças de transmissão sexual, porque, desde sempre, constituem motivo de vergonha e discriminação injustificadas. Aliás, o silêncio em redor destas infecções, a par do não-tratamento medicamentoso adequado, tem contribuído para contagiar cônjuges ou outros parceiros. Igualmente, é necessário entender que o sexo esporádico ou com múltiplos parceiros, se praticado sem utilização de preservativo, representa um risco que, sublinhe-se, poderia ser facilmente evitável.

A questão do risco de transmissão de infecções através de relações sexuais não pode continuar a ser tabu, até porque é possível eliminá-lo, incluindo no “dia seguinte”.

2 Por outro lado, a transmissão indirecta pode ocorrer (como na covid-19) através do contacto com as mãos em objectos inanimados quando estão contaminados, como sucede em superfícies lisas, nomeadamente maçanetas das portas, corrimãos, botões de elevadores, teclados, mesas, etc.

A transmissão por via hídrica acontecia antes da introdução da desinfecção pelo cloro dos sistemas de abastecimento de água destinados a consumo humano. Nesse tempo, beber água era arriscado porque podia estar contaminada pelos agentes da poliomielite, cólera, hepatite A ou diarreias agudas.

Há a citar, também, a via por alimentos contaminados (causa de diarreia e febre tifóide). E, ainda, quando a infecção é transmitida pela picada de mosca ou mosquito (via vectorial), como acontece com o paludismo, dengue, febre amarela, Zika…

Moral da história: conheça-se o contágio para o evitar.

*Nome devido à cor antracite da bactéria identificada (com a forma de bacilo).

Ex-director-geral da Saúde
franciscogeorge@icloud.com

Diário de Notícias
Francisco George
15 Junho 2022 — 06:31


 

Astrofotografia lunar em 14.06.2022 – Super Lua

Flag for Portugal Lisbon, Portugal — Moonrise, Moonset, and Moon Phases, Junho 2022

Moon: 99.6%

Full Moon

Current Time: 15 de Jun de 2022, 0:20:49
Moon Direction: 154,88° SSE
Moon Altitude: 19,13°
Moon Distance: 357.432 km
Next New Moon: 29 de Jun de 2022, 3:52
Next Full Moon: 13 de Jul de 2022, 19:37
Next Moonset: Today, 6:47

Stellarium

14.06.2022 – Super Lua

Céu com alguma nebulosidade.

© Copyright franciscogomes.eu # Powered by F Gomes # 2022 # All Rights Reserved

© Copyright franciscogomes.eu # Powered by F Gomes # 2022 # All Rights Reserved

© Copyright franciscogomes.eu # Powered by F Gomes # 2022 # All Rights Reserved