13.Jun.1964 – 13.Jun.2022

RECORDAÇÕES

Na qualidade de ateu convicto, não celebro datas de cariz religioso como a de hoje. Contudo, faz hoje 58 anos que uni o meu destino à esposa com quem estive casado durante 52 anos.

Foi num arraial, no mercado de Algés, era eu músico nessa época e fazia parte de um Conjunto Musical que actuava neste dia nesse mercado.

Recordações que nunca esquecem, passem os anos que passarem.

13.06.2022


 

1209: Mapa mais preciso da Via Láctea revela dado surpreendente: existem sismos estelares

CIÊNCIA/UNIVERSO/VIA LÁCTEA

A Agência Espacial Europeia (ESA) lançou uma missão, chamada Gaia, em 2013 para chegar ao segundo ponto de Lagrange, um local privilegiado de observação a 1,5 milhão de quilómetros da Terra. De lá, observou 1.800 milhões de estrelas para mapear grande parte da galáxia que abriga o Sistema Solar e outros 100.000 milhões de estrelas, muitas delas também com planetas no meio. Nisto tudo, muitas revelações estão a deixar a comunidade científica extasiada.

Conforme foi revelado no mapa mais preciso da Via Láctea, existem galáxias canibalizadas e sismos estelares.

O que é e para que serve a missão Gaia?

Gaia é uma missão da ESA concebida para mapear a Via Láctea com o máximo de detalhes possível. Segundo os planos da agência espacial europeia, o mapa incluirá dados como a posição, velocidade, direcção do movimento, luminosidade, temperatura e composição de quase 2 mil milhões de objectos na nossa galáxia.

O projecto foi anunciado em 2013 e os conjuntos de dados foram publicados em 2016 e 2018. Agora a terceira vaga de dados está a ser publicada e estas informações são de tal ordem complexas que o “material” mais recente a ser analisado foi recolhido entre 25 de Julho de 2014 e 28 de Maio de 2017.

Portanto, é um conjunto de dados que exige uma compreensão aprofundada e um tempo para se perceber em detalhe o que os investigadores têm em mãos.

Terramotos estelares na Via Láctea?

Para além das melhorias técnicas e de uma série de novos dados, a parte mais interessante da terceira versão de dados Gaia são os sismos estelares. Estes são pequenos movimentos registados na superfície de uma estrela que mudam a sua forma.

De facto, Gaia já tinha encontrado oscilações estelares que fizeram com que estes corpos celestes aumentassem e diminuíssem periodicamente de tamanho. O que há de especial nestas oscilações é que elas são radiais e por isso mantêm a forma esférica da estrela. Os novos terramotos (quase tsunamis em grande escala) não são radiais, ou seja, alteram a forma geral da estrela e são, portanto, muito mais subtis.

Importa referir que este novo lote de dados completa a nossa visão geral do enorme disco galáctico, com 170.000 anos-luz de diâmetro, mas apenas 1.000 anos-luz de espessura. A grande maioria das estrelas da galáxia está aglomerada nesta superfície caracterizada por dois grandes braços espirais. O sistema solar está perto de um deles, Orion.

O que está a surpreender os investigadores?

Gaia encontrou em milhares de estrelas estes sismos. No entanto, perante as informações disponíveis, estas estrelas não deveriam registar quaisquer terramotos (de qualquer tipo). Pelo menos se nos cingirmos às teorias actuais que temos sobre estas estrelas.

É por isso que, como explicou Conny Aerts de Ku Leuven na Bélgica, “os terramotos estelares dão-nos muita informação sobre as estrelas, especialmente sobre o seu funcionamento interior”. Tanto assim que a sismologia estelar das estrelas maciças está prestes a tornar-se um dos tópicos da década.

Por último, Gaia percebeu que a composição das estrelas pode dar-nos informações sobre o seu local de nascimento e subsequente trajectória. Funciona, se prestarmos atenção, como se fosse uma espécie de ADN e, nesse sentido, Gaia (o maior mapa químico da Galáxia) é também uma história muito longa da diversidade, das andanças e do futuro da Via Láctea.

Pplware
Autor: Vítor M
13 Jun 2022


 

1208: Há um novo mapa aponta observação de estrelas desconhecidas na Via Láctea

CIÊNCIA/UNIVERSO/VIA LÁCTEA

O novo mapa vem acrescentar informações sobre a composição química, temperatura, cor, massa, idade e velocidade com que as estrelas se aproximam ou afastam, sendo possível concluir que algumas estrelas contêm matéria enriquecida por várias gerações.

© twitter ESA

A última versão do catálogo de Gaia, uma missão da Agência Espacial Europeia (ESA), apresenta novas informações sobre quase 2.000 milhões de astros da Via Láctea, bem como a observação de novas estrelas.

Em conferência de imprensa, o director-geral da ESA, Josef Aschbacher, considerou que esta segunda-feira “é um dia muito importante”, que se esperava “há muito tempo”, destacando que este mapa “vai abrir portas a uma nova ciência na Via Láctea”.

Gaia é uma missão da ESA, lançada em 2013, que tem por objectivo criar um mapa multidimensional da Via Láctea, que ajudará os astrónomos a reconstruir a evolução da galáxia.

O novo mapa vem acrescentar informações sobre a composição química, temperatura, cor, massa, idade e velocidade com que as estrelas se aproximam ou afastam.

A informação foi recolhida com recurso à espectroscopia, uma técnica que decompõe a luz das estrelas e revela o seu DNA.

Tendo por base essa mesma composição química, é possível concluir, por exemplo, que algumas estrelas, como o Sol, contêm matéria enriquecida por várias gerações de estrelas e que os astros mais próximos do centro da Via Láctea são mais ricos em metais do que os que estão mais distantes.

O catálogo também identificou estrelas que, inicialmente, pertenciam a outras galáxias e apresentou a evolução de mais de 800.000 sistemas binários e o estudo de 156.000 asteróides, bem como dados sobre 10 milhões de estrelas variáveis e macro-moléculas entre estrelas.

Os dados em causa foram recolhidos entre 25 de Julho de 2014 e 28 de maio de 2017.

Juntamente com estes dados, são publicados cinquenta artigos científicos, dedicando-se nove deles a explicar o potencial das informações recolhidas pelo Gaia.

Esta missão conta com uma câmara de 1.000 milhões de pixeis, dois telescópios ópticos e um espectrómetro, entre outros equipamentos.

Com duração prevista inicialmente até 2019, este projecto, que conta com mais de 450 cientistas e engenheiros, foi prolongado até 2023.

Diário de Notícias
DN/Lusa
13 Junho 2022 — 13:09