1200: Covid. Menos casos mas mais mortes que na semana anterior

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES/MORTOS

Portugal registou, entre 31 de maio e 6 de Junho, 158.534 infecções pelo coronavírus SARS-CoV-2, 292 mortes associadas à covid-19, e uma diminuição dos internamentos em enfermaria, indicou esta sexta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). Nos cuidados intensivos registou-se um ligeiro aumento.

A par da preparação para o Verão e de todos os programas de vigilância que tem a seu cargo, a Saúde Pública continua a fazer a vigilância à covid-19, cujos testes de rastreio são feitos no seu laboratório.

Segundo o boletim epidemiológico semanal da DGS, em relação à semana anterior registaram-se menos 15.479 casos de infecção, verificando-se no entanto mais 68 mortes, em comparação entre os dois períodos.

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passou a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório.

Com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.991 pessoas, menos 101 do que no mesmo dia da semana anterior, com 108 doentes em unidades de cuidados intensivos, mais um.

Diário de Notícias
DN/Lusa
10 Junho 2022 — 18:39


 

1197: Já há mais de 200 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Foram registados, em 24 horas, mais 18 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, elevando para 209 o número total de infecções. Os doentes são homens entre os 19 e os 61 anos.

© PA/ALEX PLAVEVSKI

Portugal já ultrapassa os 200 casos de infecção humana por vírus Monkeypox. A Direcção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quinta-feira mais 18 infecções confirmadas, face ao dia anterior, o que eleva para 209 o número total de casos registados.

A maioria das infecções foi reportada em Lisboa e Vale do Tejo, mas há também registo de casos no Norte e Algarve.

“Todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, lê-se na nota publicada no site da DGS.

Os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

A autoridade nacional de saúde, dirigida por Graça Freitas, acrescenta que a informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional.

A DGS continua a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias.

Confirmados mais mil casos de Monkeypox em 29 países não endémicos, diz OMS

O director geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) disse na quarta-feira que já foram confirmados mais 1.000 casos de Monkeypox em 29 países não endémicos, e avisou que em algumas zonas já há transmissão comunitária.

Num documento publicado no ‘site’ sobre a doença, a DGS aconselha a quem tiver sintomas e sinais compatíveis com a doença, e sobretudo se tiver tido contacto próximo com alguém que possa eventualmente estar infectado, para entrar em contacto com centros de rastreio de infecções sexualmente transmissíveis, recorrer a serviços de urgência para aconselhamento e avaliação ou ligar para a Linha SNS 24 (808 24 24 24).

A DGS explica que a infecção pode ser transmitida de uma pessoa para outra através de contacto físico próximo, incluindo contacto sexual. “Actualmente não se sabe se o vírus Monkeypox pode ser transmitido através de sémen ou fluidos vaginais, mas o contacto directo, pele com pele, com lesões em práticas sexuais pode transmiti-lo”, sublinha no documento.

O contacto com vestuário pessoal, roupas de cama, atoalhados, objectos como talheres, pratos ou outros utensílios de uso pessoal contaminados também podem transmitir a infecção.

“As pessoas que interagem de forma próxima com alguém que está infectado, incluindo os profissionais da saúde, os coabitantes e os parceiros sexuais são, por conseguinte, pessoas com maior risco de lhes ser transmitida a doença”, lê-se no documento, acrescentando que “não está ainda suficientemente esclarecido se alguém infectado pelo vírus, mas que ainda não desenvolveu quaisquer sinais ou sintoma da infecção (portanto durante o período de incubação), pode transmitir o vírus”.

Os sintomas mais comuns são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

As lesões cutâneas geralmente começam entre um a três dias após o início da febre e podem ser planas ou ligeiramente elevadas, com líquido claro ou amarelado, e acabam por ulcerar e formar crostas que mais tarde secam e caem, refere a DGS.

Diário de Notícias
DN com Lusa
09 Junho 2022 — 10:54


 

1196: Quase todo o território em seca severa em Maio, o mais quente desde 1931

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS/AQUECIMENTO GLOBAL

No último dia do mês de Maio, 97,1% do território de Portugal continental estava em seca severa, 1,5 em seca moderada e 1,4 em seca extrema.

© Global Imagens (Arquivo)

Quase todo o território de Portugal continental estava em seca severa no final de Maio, o mais quente e seco dos últimos 92 anos, de acordo com o Instituto português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A situação de seca meteorológica agravou-se em todo o território no final de Maio com um aumento muito significativo da área em seca severa, estando agora 97%, quando em Abril estava nos 4,3%, segundo o índice meteorológico de seca (PDSI).

No último dia do mês de Maio, 97,1% estava em seca severa, 1,5 em seca moderada e 1,4 em seca extrema.

No final de Abril, 8,5% de Portugal Continental estava em seca fraca e 4,3% em seca severa. Não se registava seca extrema.

O instituto classifica em nove classes o índice meteorológico de seca, que varia entre “chuva extrema” e “seca extrema”.

Além do índice de seca, o Boletim Climatológico do IPMA indica que o mês de Maio classificou-se como extremamente quente e muito seco, sendo o mais quente dos últimos 92 anos.

O valor médio da temperatura média (19,19 graus Celsius) foi muito superior ao normal no período de referência (1971-2000), uma anomalia de +3,47 graus.

Já o valor médio de temperatura máxima do ar (25,87 graus), foi no final de Maio o mais alto desde 1931, com uma anomalia de +4,91 graus.

Também o valor médio de temperatura mínima do ar (12,52 graus), foi muito superior ao normal, +2,02 graus, sendo o 3.º mais alto desde 1931 (mais altos em 2011 e 2020).

O instituto destaca que o dia 21 de Maio foi caracterizado por temperaturas do ar muito elevadas, sendo que em 20% das estações meteorológicas o valor máximo da temperatura do ar foi registado em período nocturno, entre as 00:00 e as 08:00.

No que diz respeito à quantidade de precipitação em Maio (8,9 milímetros), o IPMA refere que foi muito inferior ao valor normal 1971-2000, correspondendo a apenas 13%.

No final de Maio verificou-se uma diminuição significativa dos valores de percentagem de água no solo em todo o território sendo de realçar a região do interior Norte e Centro, Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, onde se verificam valores de percentagem inferiores a 20 %.

Diário de Notícias
DN/Lusa
09 Junho 2022 — 08:19