1179: NASA deu a conhecer os seus novos fatos espaciais de próxima geração

TECNOLOGIA/ESPAÇO/NASA

O ambiente inóspito do espaço exige que aqueles que o visitam estejam altamente equipados, garantindo a sua sobrevivência. Então, a NASA revelou, recentemente, os novos fatos espaciais que serão utilizados pelos seus astronautas.

O equipamento está equipado com tecnologia de próxima geração e foi desenvolvido tendo em mente as futuras missões Artemis e outras à Estação Espacial Internacional (em inglês, ISS).

Os astronautas da NASA vão receber novos fatos espaciais. Com o selo da Axiom Space, uma empresa privada de desenvolvimento de infra-estruturas espaciais, e da Collins Aerospace, um fornecedor de produtos aeroespaciais, os novos fatos de próxima geração garantirão que os tripulantes estão seguros, mas também confortáveis.

Aliás, num comunicado de imprensa divulgado em maio, a NASA exigiu que o vestuário permitisse que os humanos “explorassem a superfície lunar e desbloqueassem novas capacidades de passeios espaciais fora da ISS”. Para a agência espacial americana, esta é “uma parte crítica do avanço da exploração humana no espaço e a demonstração da liderança americana contínua”.

Protótipo de fato espacial apresentado pela NASA, em 2019. Entretanto, devido a questões financeiras, problemas técnicos e outros entraves associados à COVID-19, o seu desenvolvimento foi sendo adiado, até à proposta da NASA, em Abril de 2021, para que empresas privadas desenvolvessem os seus novos fatos espaciais.

A Collins Aerospace revelou que os novos fatos espaciais, que estarão prontos para testes dentro de poucos anos, adoptam uma dinâmica mais moderna e mais desportiva. De acordo com a NASA, estão preparados para acomodar qualquer tipo de corpo.

Quando chegarmos à Lua, teremos a nossa primeira pessoa de cor e a nossa primeira mulher que usará e utilizará estes fatos no espaço.

Disse Vanessa Wyche, directora do Johnson Space Center da NASA, em Houston.

NASA pretende fatos de qualidade para os seus astronautas

A agência espacial americana tem vindo a trabalhar na tecnologia dos fatos espaciais nos últimos 15 anos, tendo investido mais de 420 milhões de dólares no projecto, desde 2021. Esta renovação surge pela necessidade de a NASA renovar os fatos espaciais que “excederam em mais de 25 anos a sua vida útil de concepção”. O investimento milionário justifica-se por ser precisa “manutenção dispendiosa para garantir a segurança dos astronautas”.

A tecnologia dos fatos espaciais, no entanto, aos 40 anos está agora a envelhecer, e por isso gostaríamos de experimentar novas tecnologias.

Disse Dina Centella, gerente de integração de operações da estação espacial da NASA.

Em breve – e servirão também para isso estes novos fatos -, a NASA pretende riscar mais dois objectivos: aterrar a primeira mulher e a primeira pessoa de cor na superfície da Lua.

Pplware
Autor: Ana Sofia Neto
07 Jun 2022


 

UE alcança acordo provisório sobre lei que garante salários mínimos “adequados”

… “”os trabalhadores têm direito a um salário justo que lhes garanta um nível de vida decente”“. Mas enquanto os trabalhadores e os reformados forem espoliados por regra de impostos faraónicos (IRS) que lhes levam os subsídios de férias e de natal, que já nem chegam, como é o meu caso, onde para o nível de vida decente? E quando 85% da pensão de reforma vai direitinha para a conta bancária do senhorio? € 705,00 é o salário mínimo em 2022 para Portugal. E quem recebe menos que esse valor e tem de pagar € 530,00 de renda de casa? Onde para a dignidade de uma vida decente em fim de vida? Conversa da treta…

UE/SALÁRIOS MÍNIMOS/VIDA DECENTE

O objectivo desta legislação é “assegurar que os salários mínimos em todos os países da UE proporcionem um nível de vida decente aos trabalhadores”.

© EPA/OMER MESSINGER

Os negociadores do Parlamento Europeu e do Conselho (Estados-membros) chegaram hoje a um acordo provisório em torno da proposta de lei sobre “salários mínimos adequados” na União Europeia (UE), que respeita “a diversidade dos modelos nacionais” dos 27.

O grande objectivo desta legislação, proposta pela Comissão Europeia em 2020, é “assegurar que os salários mínimos em todos os países da UE proporcionem um nível de vida decente aos trabalhadores”, devendo cada Estado-membro avaliar se o seu salário mínimo legal existente – ou seja, o salário mais baixo permitido por lei – é suficiente para garantir “um nível de vida decente, tendo em conta as suas próprias condições sócio-económicas, poder de compra ou níveis nacionais de produtividade e desenvolvimento a longo prazo”.

Em comunicado, o Conselho da UE sublinha que a directiva (lei comunitária) “estabelece procedimentos para a adequação dos salários mínimos legais, promove a negociação colectiva em matéria de fixação de salários e reforça o acesso efectivo à protecção do salário mínimo para os trabalhadores que têm direito a um salário mínimo ao abrigo da legislação nacional, por exemplo, através de um salário mínimo obrigatório ou de acordos colectivos”.

De acordo com a actual presidência francesa do Conselho, “os Estados-membros com salários mínimos legais são convidados a criar um quadro processual para estabelecer e actualizar estes salários mínimos de acordo com um conjunto de critérios claros”.

O Conselho e o Parlamento Europeu acordaram que as actualizações dos salários mínimos legais terão lugar pelo menos de dois em dois anos, ou, no máximo, de quatro em quatro anos para os países que utilizam um mecanismo de indexação automática”, e “os parceiros sociais terão de ser envolvidos nos procedimentos de fixação e actualização dos salários mínimos obrigatórios”.

A proposta de lei estabelece ainda que “os Estados-membros onde a mão-de-obra protegida por um acordo colectivo seja inferior a 80% terão de criar um plano de acção para aumentar progressivamente esta cobertura”.

O Conselho sublinha que a nova legislação, uma vez adoptada, “promoverá a adequação dos salários mínimos legais e ajudará assim a alcançar condições de trabalho e de vida dignas para os trabalhadores europeus”.

O compromisso alcançado durante a madrugada entre os representantes do Conselho e do Parlamento foi já saudado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que apresentou esta proposta em Outubro de 2020.

“A UE cumpriu a sua promessa. As novas regras sobre salários mínimos protegerão a dignidade do trabalho e garantirão que o trabalho seja compensador. Tudo isto será feito no pleno respeito das tradições nacionais e da autonomia dos parceiros sociais”, declarou a presidente do executivo comunitário.

A adopção de legislação comunitária para garantir salários mínimos adequados em toda a UE foi também uma das prioridades da presidência portuguesa do Conselho da UE, no primeiro semestre do ano passado, e estava contemplada no plano de acção do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, adoptado há cerca de um ano na cimeira do Porto.

O Pilar Social é um texto não vinculativo para promover estes direitos na Europa e no qual, além de outras questões, é feita uma referência à remuneração, defendendo que “os trabalhadores têm direito a um salário justo que lhes garanta um nível de vida decente”.

Em Outubro de 2020, a Comissão Europeia apresentou uma proposta legislativa sobre os salários mínimos europeus, mas admitiu dificuldades nas negociações no Conselho, razão pela qual assegurou não querer impor valores aos países, mas antes indicadores para garantir uma qualidade de vida decente aos trabalhadores.

Os tratados reconhecem a competência de cada Estado-membro na fixação de salários, mas a Comissão recorreu a uma interpretação flexível que integra o salário nas condições de trabalho.

Actualmente, 21 Estados-membros têm um salário mínimo definido por lei, enquanto nos restantes seis — Áustria, Chipre, Dinamarca, Finlândia, Itália e Suécia — tal só existe através de negociação colectiva.

Nos países onde existem, os salários mínimos mensais variam entre 332 euros na Bulgária e 2.202 euros no Luxemburgo.

Uma vez formalmente adoptada esta directiva – o que deverá agora suceder numa questão de dias -, os Estados-membros terão dois anos para a transpor para o direito nacional.

Diário de Notícias
Lusa/DN
07 Junho 2022 — 09:31


 

1177: Há mais 13 casos de infecção humana por vírus Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Portugal tem agora 166 casos confirmados de infecção humana por vírus Monkeypox, indica a DGS. A ministra da Saúde diz que as autoridades estão a acompanhar “com prudência não excessiva” a evolução da situação.

© EPA-EFE/Joédson Alves (Arquivo)

Já foram identificados 166 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, indica esta terça-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) confirmou mais 13 casos face à actualização divulgada no dia anterior.

Todos os casos “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, refere a entidade dirigida por Graça Freitas, dando conta que .

A maioria das infecções foi reportada em Lisboa e Vale do Tejo, havendo registo de casos nas regiões Norte e Algarve. “Todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, lê-se na nota divulgada no site da DGS.

A autoridade de saúde afirma ainda que a “informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional”.

A ministra da Saúde, Marta Temido, justificou esta terça-feira o aumento de infecções pelo facto de Portugal estar a “fazer um registo muito real e empenhado daquilo que é o número de novos casos por vírus Monkeypox”, tal como acontece com a covid-19.

“Ou seja, temos em Portugal uma boa tradição de registo de casos e isso de facto revela a dimensão do problema. Neste momento, continuamos, sobretudo, com a preocupação do acompanhamento destes utentes. Tanto quanto é do nosso conhecimento, as autoridades acompanham com prudência esta evolução, mas com uma prudência não excessiva”, disse Marta Temido aos jornalistas.

Nesse sentido, a governante indicou que os números de cada país são sempre também reflexo da sua estratégia de notificação e da preocupação clínica a esse respeito e “muito variáveis de país para país”.

Para Marta Temido, “a preocupação”, neste momento, é, sobretudo, com “a boa saúde das pessoas que contraíram o vírus e que estão a ser acompanhadas”.

“Acho que esse é o tema essencial, enquanto acompanhamos as recomendações internacionais e a evolução do estudo da etiologia”, vincou.

Sobre se há uma definição de perfil para estes doentes, afirmou que se está a falar de “uma doença e as doenças escolhem pessoas”. “Portanto, aquilo que é muito importante é que, de facto, os conselhos médicos sejam seguidos”, rematou.

No que se refere à vacina, a ministra da Saúde referiu que a “reserva estratégica nacional de que o país dispõe já inclui a vacina contra a varíola humana”.

Marta Temido garantiu que o Governo está atento em relação a uma possível “necessidade de reforço da reserva estratégica nacional”.

O vírus Monkeypox foi identificado em macacos em 1958 e identificado pela primeira vez em humanos em 1970.

O Monkeypox, da família do vírus que causa a varíola, é transmitido de pessoa para pessoa por contacto próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados.

O tempo de incubação é geralmente de sete a 14 dias, e a doença dura, em média, duas a quatro semanas.

A doença é endémica na África Ocidental e Central e menos perigosa que a varíola.

A DGS recomenda às pessoas que apresentem lesões ulcerativas, erupção cutânea, gânglios palpáveis, eventualmente acompanhados de febre, arrepios, dores de cabeça, dores musculares e cansaço, que procurem aconselhamento médico.

Com Lusa

Diário de Notícias
DN
07 Junho 2022 — 13:17


 

1176: Como as telecom nos roubam com um click

– Por ser de interesse colectivo e um aviso a todos os utilizadores da Internet e telemóveis, publica-se o artigo infra.

OPINIÃO

Está na net, aparece uma janela de pub, tenta livrar-se dela e zás: “contratou” um “serviço” que lhe vai ser cobrado, pela calada, pela sua operadora telefónica. Uma “prática comercial” que não é mais que burla, e que incrivelmente ninguém em Portugal parece ter poder (ou querer) para impedir ou castigar.

Já ouviu falar de wap billing, ou “cobrança silenciosa”? WAP é o acrónimo de Wireless Application Protocol, ou seja, Protocolo para Aplicação Sem Fios – uma tecnologia que permite aos telemóveis aceder à Internet. Até aqui tudo bem, certo? Sucede que essa tecnologia, através da qual os telefones “comunicam” com os “sítios hóspedes”, permite a esses sítios captar e armazenar informação sobre cada aparelho que o distingue de todos os outros – o MSISDN, ou Mobile Station International Subscriber Directory Number.

Esse número é fundamental nesta história. Que tem a ver com aquelas janelas chatas de publicidade que cada vez mais nos aparecem quando estamos na net: ao tentarmos livrar-nos delas podemos, sem dar por tal, clicar no sítio errado – e ser vítimas de click jacking, ou seja, de roubo pelo clique.

Isso mesmo aconteceu à minha mãe, que tem 91 anos e, descobri este domingo, estava desde Março a pagar cerca de 8 euros mensais na sua factura da MEO por algo que vinha descrito como “Conteúdos – Digitais Especiais – Subscrição” – sem qualquer explicação adicional, e sem que ela tivesse dado por isso, já que o pagamento é efectuado por débito directo.

E a pagar sem saber continuaria se não me tivesse pedido para lhe apagar SMS no telefone. Foi assim que dei com uma datada de Fevereiro na qual se lia “subscrição do serviço Playvod (SP) concluída. Preço 1,99 euros/semana.” Seguia-se um link para se quisesse cancelar. Como expliquei à minha mãe que deve ignorar SMS de origens desconhecidas e nunca clicar em links, por causa das fraudes (phishing), ela ignorou aquilo que lhe pareceu isso mesmo, até porque, naturalmente, não tinha efectuado qualquer subscrição.

Tendo com uma pesquisa no Google percebido que a Playvod é o nome de uma fornecedora de jogos que pertence ao universo Altice, ou seja à empresa dona da MEO, passei a conferir as facturas da minha mãe. Concluindo que os tais 1,99 euros semanais lhe estavam a ser cobrados desde Março, liguei para a MEO para exigir o cancelamento imediato e a devolução dos valores cobrados. A pessoa que me atendeu ainda tentou aquela conversa habitual de enrolanço, assegurando-me de que a operadora “não tem responsabilidade nesta cobrança, porque é de outra empresa”, mas acabou por fazer o que lhe pedia, sem no entanto deixar de repetir até ao fim que a MEO “se limita a ser intermediária”. Pela pura bondade do seu coração, claro; não para receber uma parte do produto do roubo.

Só depois de narrar esta experiência no Twitter li pela primeira vez, nas inúmeras respostas que me deram conta de ocorrências semelhantes, a expressão wap billing.

Decidi então tentar perceber o que é e como pode uma prática tão claramente abusiva, à qual se adequa, como uma luva, a definição do crime de burla – “Quem, com intenção de obter para si ou para terceiro enriquecimento ilegítimo, por meio de erro ou engano sobre factos que astuciosamente provocou, determinar outrem à prática de actos que lhe causem, ou causem a outra pessoa, prejuízo patrimonial” – não ter sido ainda alvo da acção das autoridades.

Desde logo, da ANACOM, o regulador das telecomunicações. Este, inteirei-me, efectuou em 2017 uma recomendação às empresas de telecomunicações – as telecoms – no sentido de apenas exigirem aos seus assinantes “o pagamento de conteúdos digitais ou de serviços que não sejam de comunicações electrónicas disponibilizados quando aqueles tenham prévia, expressa e especificamente autorizado perante as mesmas a realização do pagamento de cada um dos referidos conteúdos ou serviços, através de declaração em qualquer suporte duradouro.”

Também a Direcção-Geral do Consumidor fez um folheto digital em que recomenda, mas aos consumidores, que “estejam atentos”, alertando para a possibilidade de receberem SMS a informar da subscrições de serviços que desconhecem, e que “o cancelamento pode comportar custos acrescidos”. Aconselha ainda a pedir “o barramento do serviço ao operador” e, caso este não o faça, “denunciar a situação à ASAE”, porque “pode estar em causa o incumprimento de vários diplomas, nomeadamente o regime dos contratos celebrados à distância.” Por fim, adverte: deve-se “evitar navegar em sítios desconhecidos”.

Sim, isto é verídico: a entidade estatal que tem como função defender os consumidores, além de os informar de que estão por sua conta e risco (e de até dar a entender que andaram por onde não deviam), parece não ter a certeza de que é ilegal cobrar um serviço que a pessoa não contratou.

Às tantas é de se lhe chamar “uma operação de cobrança especial”, não?

Ninguém diria que há leis sobre cobranças relativas a contratos inválidos. Desde logo a Lei de Defesa do Consumidor, que estabelece, no número 4 do artigo 9º: “O consumidor não fica obrigado ao pagamento de bens ou serviços que não tenha prévia e expressamente encomendado ou solicitado, ou que não constitua cumprimento de contrato válido (…).” Mais o Decreto-Lei 24/2014 de 14 de Fevereiro, que proíbe “a cobrança de qualquer tipo de pagamento relativo a fornecimento não solicitado de bens, água, gás, electricidade, aquecimento urbano ou conteúdos digitais ou a prestação de serviços não solicitada pelo consumidor (…).”

E ninguém diria que logo em 2013, nos EUA, uma empresa foi obrigada pela ASAE local (a Federal Trade Comission) a restituir a todas as pessoas lesadas os valores cobrados por wap billing e ainda multada em 1,2 milhões de euros, existindo uma norma federal que obriga a que todas as cobranças sejam expressamente autorizadas.

O problema não é só da DGC, porém. A ANACOM diz não ter competência legalmente atribuída para agir porque empresas como a tal da Playvod não são de comunicações electrónicas, mas de conteúdos. Daí que tenha já recomendado ao governo e ao parlamento que legislem no sentido de obrigar as operadoras a só cobrar com consentimento expresso. A cumprir a lei, portanto.

Esta recomendação da ANACOM é de 2019, depois de em 2018 ser apresentada no parlamento uma petição pública para que se acabe com a desvergonha ilegal que é esta cobrança “silenciosa”. Sem qualquer efeito prático, já que, como se constata, nada mudou – mesmo se estiveram em curso, até à recente dissolução da Assembleia da República, os trabalhos (muito atrasados) de transposição de uma nova directiva europeia sobre comunicações electrónicas, com audição de diversas entidades.

Estranhamente, não encontrei qualquer posição da Comissão Nacional de Protecção de Dados – uma das entidades ouvidas – sobre uma matéria na qual me parece claramente existir apropriação ou utilização ilegal de dados pessoais. Desde logo, o tal número de identificação de cada telefone – através do qual as empresas que “roubam o click” chegam à telecom específica na qual a pessoa tem contrato, a qual por sua vez, e mediante participação no saque, usa os dados do cliente para lhe impor a cobrança de um serviço que nunca contratou. Se não para impedir isto, para que serve o Regulamento Geral de Protecção de Dados?

Diário de Notícias
Fernanda Câncio
07 Junho 2022 — 00:59