1146: Já pensou por que não vê as estrelas quando está a viajar de avião?

CURIOSIDADES

Se já fez viagens de avião durante a noite, já se deve ter apercebido de que não são visíveis quaisquer estrelas no céu. Alguma vez se questionou a razão pela qual não é possível ver as estrelas no céu… bem… a partir do céu?

Continue para o artigo e perceba!

Provavelmente, nunca pensou no assunto, no entanto, em retrospectiva, caso já tenha viajado de avião durante a noite, sugerimos que tente lembrar-se se alguma vez conseguiu ver as estrelas a partir do avião.

Agora que pensou no assunto, é possível que tenha percebido que nunca viu as estrelas a partir de um avião, embora elas estejam no mesmo sítio de sempre. No entanto, e apesar de antigamente existirem aeronaves que permitiam que as tripulações vissem as estrelas, essa não é a prioridade das companhias aéreas de hoje em dia.

O Hipertextual reuniu os impedimentos e explicou as razões pelas quais não conseguimos ver as estrelas quando estamos no céu.

As estrelas escondem-se dos aviões?

Assim como acontece na Terra, as zonas com mais luz não vislumbram as estrelas da mesma forma que aqueles que habitam em zonas mais remotas, por uma razão muito simples: a luz. Neste sentido, e apesar de parecer óbvio que dentro de um avião estamos longe desses detalhes luminosos, a verdade é que a luz das ruas e dos edifícios dificulta a observação das estrelas.

Ora, o Hipertextual menciona um fenómeno chamado skyglow que nada mais é do que a dispersão da luz por duas razões: por um lado, a presença de moléculas de oxigénio e azoto na atmosfera; por outro lado, os aerossóis. Estes últimos são abundantes em cidades, pois são originados pelo tráfego e pela actividade industrial.

Se isto acontece quando sobrevoamos cidades, existem outras razões que justificam a impossibilidade de ver as estrelas em zonas que não contam com grandes aglomerados populacionais e, consequentemente, muita luz e actividade.

É aqui que entra a Lua que, aparentemente, não dá a sensação de nos estar a iluminar apenas a partir da Terra. Ou seja, o brilho da Lua Cheia pode complicar a observação de objectos mais fracos.

Depois de resolvidos os problemas das luzes das cidades e da Lua, entra o problema das luzes do próprio avião onde seguimos. Embora essas sejam, regra geral, apagadas durante a noite, o interior do avião não fica completamente escuro, havendo sempre ecrãs ligados ou luzes a iluminar os assentos de alguns passageiros.

Portanto, por muito fraca que seja a luz, ela reflecte nas janelas e impede que se vejam as estrelas. Mais do que isso, além de espessas, o tamanho das janelas é demasiado pequeno para permitir a observação ampla do céu. Se as do interior são um problema, também as luzes do exterior estão constantemente activadas.

Alguma vez tinha pensado nesta questão?

Pplware
01 Jun 2022


 

1145: OMS suspeita que houve transmissão não detectada de Monkeypox por algum tempo

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX

O surto de infecções em 30 países não endémicos sugere que os contágios estão a ocorrer há algum tempo, reconheceu a Organização Mundial da Saúde.

O surto de infecções pelo vírus Monkeypox em 30 países não endémicos sugere que os contágios estão a ocorrer há algum tempo, reconheceu esta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde, instando as autoridades nacionais a expandirem a vigilância.

“O aparecimento repentino da Monkeypox em diferentes países ao mesmo tempo sugere que a transmissão [do vírus] não foi detectada por algum tempo”, referiu o director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) em conferência de imprensa.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, mais de 550 casos confirmados em 30 países onde a doença não é endémica foram já reportados à OMS, no âmbito do surto que teve início há cerca de um mês com casos de infecção pelo Monkeypox na Europa, incluindo Portugal, na América do Norte e no Médio Oriente.

“A OMS insta os países afectados a expandirem a sua vigilância e a rastrearem casos nas suas comunidades mais vastas”, salientou o director-geral da organização, alertando que qualquer pessoa pode ficar infectada com o vírus em caso de contacto próximo com uma pessoa doente.

Na conferência de imprensa, a responsável técnica para a Monkeypox, Rosamund Lewis, admitiu que o surgimento de infecções fora de África foi uma surpresa, embora a OMS esteja a acompanhar a doença há mais de 15 anos no continente africano, onde milhares de casos e mortes se verificam todos os anos.

Segundo a OMS, África registou este ano 70 mortes por infecção pelo vírus Monkeypox.

“Não é uma doença desconhecida, mas é verdade que, no novo contexto em que se está a espalhar, é algo novo”, reconheceu Rosamund Lewis.

Entre os cenários que estão a ser estudados sobre o surgimento do actual surto, consta a possibilidade de a imunidade de grupo que foi alcançada no início da década de 1980, quando a varíola foi erradicada, ter diminuído.

Portugal registou mais 19 casos confirmados de infecção com o vírus Monkeypox, totalizando até agora 119 situações de homens infectados que se encontram clinicamente estáveis, anunciou esta quarta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo o departamento liderado por Graça Freitas, a maioria das infecções confirmadas pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge foram notificadas em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve.

“Todas as infecções confirmadas são em homens entre os 20 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, avança ainda a DGS, adiantando que os casos identificados se mantêm “em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”.

Na terça-feira, a DGS publicou uma orientação que define a abordagem clínica e epidemiológica dos casos de infecção humana por vírus Monkeypox, prevendo que as situações suspeitas sejam referenciadas rapidamente para observação médica e que os contactos assintomáticos podem continuar a manter as suas rotinas diárias, não necessitando de isolamento.

Esta é a primeira vez que um surto do vírus VMPX é detectado em Portugal, num contexto de ocorrência de casos a serem reportados por vários países desde o início de maio.

O período de incubação varia entre cinco e os 21 dias, sendo em média de seis a 16 dias e os sintomas iniciam-se com febre, cefaleia, astenia, mialgia ou adenomegalias, aos quais se ​​​​​​​segue o aparecimento do exantema (erupção cutânea).

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Junho 2022 — 19:38


 

1144: Covid-19: Média desce para os 26.349 casos diários e Rt baixa para o limiar de 1

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES

O número médio de casos diários de infecção a cinco dias passou dos 29.101 para os 26.349 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo no continente (24.971).

A média de infecções diminuiu para os 26.349 casos diários em Portugal, com o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 a baixar para o limiar de 1,00, indica esta quarta-feira o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“O valor médio do Rt para os dias de 23 a 27 de Maio foi de 1,00” a nível nacional, uma redução face aos 1,13 registados entre 16 e 20 do mesmo mês, avança o relatório semanal do INSA sobre a evolução da pandemia de covid-19 no país.

No continente, este indicador, que estima o número de casos secundários de infecção resultantes de cada pessoa portadora do vírus, baixou também dos 1,13 para os 0,99.

De acordo com os dados divulgados esta quarta-feira, o número médio de casos diários de infecção a cinco dias passou dos 29.101 para os 26.349 em Portugal, sendo ligeiramente mais baixo no continente (24.971).

O Norte, com um Rt de 0,96, o Centro (0,94) e o Alentejo (0,97) são as únicas três regiões que registam um Rt inferior ao limiar de 1,00, o que significa que apresentam agora uma tendência decrescente de infecções pelo coronavírus que provoca a doença covid-19.

De acordo com o INSA, Lisboa e Vale do Tejo apresenta um Rt de 1,06, o Algarve de 1,00, os Açores de 1,16 e a Madeira de 1,22, sendo esta última região a única em que este indicador subiu nos últimos cinco dias.

“Todas as regiões apresentam a taxa de incidência superior a 960 casos por 100.000 habitantes em 14 dia”, sendo a mais elevada nos Açores (4.631,7), seguindo-se o Norte (3.764,3) e Lisboa e Vale do Tejo (3.532,7), refere o relatório do INSA.

Diário de Notícias
DN/Lusa
01 Junho 2022 — 18:02


 

1143: Covid-19: frequência da linhagem BA.5 continua a aumentar e chega aos 87% em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/PANDEMIA/COVID-19/INFECÇÕES

A frequência da linhagem BA.5 da variante Ómicron, que apresenta uma maior capacidade de transmissão, continua a aumentar em Portugal, sendo agora responsável por 87% das infecções registadas no país, anunciou esta terça-feria o INSA.

© CNN Portugal Covid-19 (Getty Images)

Detectada pela primeira vez entre o final de Março e o início de Abril, a BA.5 “tem apresentado uma frequência relativa marcadamente crescente, sendo dominante em Portugal, com uma frequência relativa estimada de 87% ao dia 30 de Maio”, adianta o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a diversidade genética do coronavírus SARS-CoV-2.

A variante Ómicron do coronavírus que causa a covid-19, classificada como de preocupação pela Organização Mundial da Saúde, engloba várias linhagens identificadas com o prefixo “BA”.

Entre essas várias linhagens consta a BA.5, que tem revelado uma maior capacidade de transmissão por apresentar mutações com impacto na entrada do vírus nas células e ou na sua capacidade de escapar à resposta imunitária.

Quanto à BA.2, identificada em Portugal no final de 2021 e que se tornou dominante na semana de 21 a 27 de Fevereiro, continua a perder terreno para a BA.5, representando agora 13% dos contágios registados no país.

O INSA revela ainda que tem monitorizado uma sub-linhagem da BA.2, denominada BA.2.35, que se caracteriza por ter uma mutação adicional na proteína `spike´ associada à resistência a anticorpos neutralizantes, e que tem registado uma frequência entre os 1,5% e os 3%.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2 que o INSA está a desenvolver, têm sido analisadas uma média de 526 sequências por semana desde o início de Junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 139 concelhos por semana.

MSN Notícias
31.05.2022


 

1142: Quatro civilizações alienígenas ‘maliciosas’ poderiam atacar a Terra, diz investigador

CIÊNCIA/CIVILIZAÇÕES EXTRATERRESTRES

Por várias vezes foi dito que é muito egoísmos da parte dos humanos pensar que estão sozinhos neste vasto Universo. Até porque a própria Via Láctea está repleta de propriedades habitáveis, com cerca de metade de todas as estrelas semelhantes ao sol a hospedarem mundos do tamanho da Terra, mundos que podem suster vida.

Há mais de 300 milhões de mundos com condições semelhantes às da Terra. Então, qual será a chance de haver outras civilizações e algumas serem mesmo perigosas ao ponto de existir a ameaça de atacarem e invadirem a Terra?

Alberto Caballero, estudante do doutoramento em resolução de conflitos na Universidade de Vigo, estima que existam quatro civilizações extraterrestres malignas na nossa galáxia.

Primeiro: acreditar que existem civilizações alienígenas

Um investigador afirmou que podem existir quatro civilizações extraterrestres na Via Láctea com possibilidade de atacarem ou invadirem o planeta Terra. Como noticiado pela Vice News, Alberto Caballero, que é estudante de doutoramento na Universidade de Vigo em Espanha, estimou a prevalência de civilizações “extraterrestres maliciosas”.

No artigo intitulado “Estimando a Prevalência de Civilizações Extraterrestres Maliciosas”, Caballero tentou fornecer uma estimativa da prevalência de civilizações extraterrestres hostis. Embora, admita que existem “algumas limitações”.

Caballero observou que a estimativa se baseia na “história mundial de invasões no século passado, nas capacidades militares dos países envolvidos, e na taxa de crescimento global do consumo de energia”.

Na sua investigação, ainda não revista pelos pares, publicada na revista Arxiv, Caballero afirmou que os limites superiores dos desvios padrão são utilizados para obter a “probabilidade estimada de invasão extraterrestre” por uma civilização cujo planeta enviámos uma mensagem.

O investigador afirmou ainda que os resultados mostram que tal probabilidade é de “duas ordens de magnitude inferior à probabilidade de impacto de um asteróide assassino de um planeta”.

Segundo: acreditar que podemos comunicar com as civilizações alienígenas

Os cientistas estão a planear enviar uma mensagem (METI, ou “Messaging Extraterrestrial Intelligence“) para a chamada civilização alienígena. Embora não haja provas definitivas, o governo dos EUA está a levar a sério os crescentes sinais de vida extraterrestre.

No entanto, como aviso aos cientistas, Caballero afirmou no seu artigo que as descobertas poderiam servir de ponto de partida para um debate internacional sobre o envio das primeiras mensagens de rádio interestelares sérias para planetas potencialmente habitáveis nas proximidades.

Fiz o papel baseado apenas na vida tal como a conhecemos. Não conhecemos a mente dos extraterrestres. Uma civilização extraterrestre pode ter um cérebro com uma composição química diferente e pode não ter empatia ou pode ter mais comportamentos psicopatológicos.

Encontrei esta maneira de fazer [o estudo], que tem limitações porque não conhecemos a mente de como seriam os alienígenas.

Disse Caballero à Vice.

Terceiro: acreditar que a Terra é um alvo de ataque malicioso

No seu artigo, escreveu que tal evento tem lugar uma vez a cada 100 milhões de anos. Caballero pesquisou as “invasões” humanas de outros países ao longo dos últimos 50 anos, pois mencionou que fez o papel baseado “apenas na vida tal como a conhecemos”.

O relatório observou que ele aplicou os dados por si recolhidos ao número de “exoplanetas” conhecidos na nossa galáxia. Claudio Maccone, um cientista italiano, estimou que existem cerca de 15.785 exoplanetas. Após análise dos dados, Caballero estimou que poderia haver quatro civilizações alienígenas “maliciosas”.

Caballero também foi autor de um estudo no Jornal Internacional de Astrobiologia, no início deste mês. Afirmou ter assinalado o “WoW! Signal“, detectado pela primeira vez por um radiotelescópio em 1977. Foi uma estranha explosão de energia de rádio de um minuto de duração. De acordo com Caballero, o sinal pode ter tido origem numa estrela semelhante ao Sol a 1.800 anos-luz da Terra.

Segundo a publicação, o sinal foi recebido pela primeira vez pelo telescópio Big Ear na Universidade Estatal de Ohio.

Pplware
Autor: Vítor M
01 Jun 2022


 

1141: Sobe para 119 o número de casos de infeção humana por vírus ​​​​​​​Monkeypox em Portugal

SAÚDE PÚBLICA/MONKEYPOX/INFECÇÕES

Foram confirmados mais 19 casos de infeção humana por vírus Monkeypox, indica a Direção-Geral da Saúde. A maioria das infeções foi reportada em Lisboa e Vale do Tejo.

© Global Imagens Arquivo

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) confirmou esta quarta-feira mais 19 casos de infeção humana por vírus Monkeypox em Portugal, o que faz com que haja, até ao momento, 119 infeções identificadas.

A maioria foi reportada, “até à data, em Lisboa e Vale do Tejo, mas também há registo de casos nas regiões Norte e Algarve”, refere a DGS, em comunicado.

A autoridade nacional de saúde dá conta que “todas as infeções confirmadas são em homens entre os 20 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, indicando ainda que os novos casos foram confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“Os casos identificados mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, informa a DGS, dirigida por Graça Freitas, referindo que a informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser “analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional”.

O vírus Monkeypox foi identificado em macacos em 1958 e identificado pela primeira vez em humanos em 1970.

O contágio implica “contacto próximo” com uma pessoa afetada, nomeadamente contacto face a face ou pele com pele, e o vírus também se consegue transmitir através de contacto com objetos em que esteja presente.

Os casos suspeitos de infeção pelo vírus Monkeypox (VMPX) devem ser referenciados rapidamente para observação médica, definiu na terça-feira a DGS, ao avançar que os contactos assintomáticos podem continuar a manter as suas atividades diárias.

“Perante uma situação de suspeita clínica de infeção humana por VMPX, qualquer pessoa pode contactar o SNS24 para ser referenciada, rapidamente, para observação médica no serviço de urgência ou numa consulta de cuidados de saúde primários”, refere uma norma da DGS que define as regras de abordagem clínica e epidemiológica de casos de infeção humana por vírus Monkeypox.

Segundo o documento, a abordagem terapêutica depende da avaliação clínica individual do caso e, considerando que a maioria dos casos de doença requer cuidados em ambulatório, o tratamento é de suporte sintomático, ou seja, hidratação, analgésicos e antipiréticos.

A DGS avança ainda que a indicação e a possibilidade do uso de antivirais, caso do tecovirimat, estão a ser avaliadas em conjunto com as agências nacionais e internacionais e os parceiros europeus e que, atualmente, não existe aprovada em Portugal, nem na Europa, uma vacina contra a infeção humana por VMPX.

A vacina contra a varíola (smallpox) mais recente foi aprovada na União Europeia em julho de 2013 para conferir proteção em adultos e, já em setembro de 2019, nos Estados Unidos da América foi aprovado o seu uso contra a infeção humana por VMPX, com base em estudos que demonstraram que, pelas suas propriedades, tem capacidade protetora contra outros vírus da mesma família.

“Em Portugal, a coordenação do Programa Nacional de Vacinação (PNV), a Comissão Técnica de Vacinação e o INFARMED estão a avaliar, em articulação com as autoridades europeias e internacionais competentes, os aspetos inerentes à autorização, aquisição, disponibilidade e indicações da vacina contra a varíola (smallpox), para uso desta vacina contra a infeção humana por VMPX”, refere a orientação.

A DGS refere também que, na vigilância de sinais e sintomas, o contacto de um caso suspeito, provável ou confirmado deverá estar atento ao aparecimento de cefaleia, febre, calafrios, odinofagia (dor ao engolir alimentos), mal-estar, fadiga, erupção cutânea e adenomegalias.

Abstinência sexual e desinfeção de vestuário entre as recomendações da DGS

Já os contactos assintomáticos podem “continuar as atividades diárias rotineiras, como trabalhar e frequentar a escola”, mas, durante o período de vigilância, é recomendado que evitem viagens longas e grandes distâncias para que “possa ser mais exequível e mais rápido o isolamento, na eventualidade de aparecimento de sinais e ou sintomas”.

“O período de contágio correlaciona-se com o início de sintomas, pelo que não será necessário o isolamento dos contactos enquanto assintomáticos”, adianta ainda a orientação da autoridade de saúde.

Quanto às medidas de saúde pública, a DGS recomenda que, perante um caso suspeito, provável ou confirmado, deve proceder-se ao isolamento e manter o distanciamento físico até à resolução das lesões (queda das crostas), assim como privar-se de permanecer no mesmo espaço se coabitar com crianças pequenas, grávidas e pessoas imunodeprimidas.

Entre outras medidas, deve ainda ser mantida abstinência sexual e privação de contactos próximos (coabitantes e familiares próximos), garantida a higienização e desinfeção de objetos de uso pessoal, vestuário, roupas de cama, atoalhados e superfícies do espaço doméstico e limpas as superfícies duras com detergentes com cloro e deixando secar ao ar.

A orientação recomenda que se evite o contacto próximo com animais domésticos e outros animais, em especial roedores, e que se lave o vestuário e têxteis com água quente e detergentes habituais, ou, quando possível, numa máquina de lavar acima dos 60 graus centígrados, utilizando um ciclo de lavagem prolongado.

Esta é a primeira vez que um surto de VMPX é detetado em Portugal, num contexto de ocorrência de casos a serem reportados por vários países desde o início de Maio.

O período de incubação varia entre cinco e os 21 dias, sendo em média de seis a 16 dias e os sintomas iniciam-se com febre, cefaleia, astenia, mialgia ou adenomegalias, aos quais se segue o aparecimento do exantema (erupção cutânea).

A transmissão de pessoa para pessoa geralmente verifica-se por contacto próximo com um doente, especialmente face a face sem proteção adequada, e no contexto de relações que impliquem contacto íntimo e prolongado, refere a DGS.

“Embora o contacto físico próximo seja um fator de risco bem conhecido para a transmissão, não está claro, neste momento, se o VMPX pode ser transmitido, especificamente, por via sexual. Estudos adicionais são necessários para esclarecer esta via de transmissão”, adianta ainda a orientação.

Com Lusa

Diário de Notícias
DN
01 Junho 2022 — 11:20


 

Novo apagão…

Hoje de madrugada, cerca da 01:00 hora, estava eu tentando inserir umas notícias neste meu blogue e… estava inacessível.

Depois do endereço URL inserido no browser, apareceu esta informação: “Not acceptale”…

Depois da migração do alojamento e domínios, de uma empresa para a actual, esta já é a segunda vez que isso acontece, aliado ao facto de no início as bases de dados terem desaparecido como que por magia…

Veremos se a “festa” vai continuar…

01.06.2022


 

1138: Vulcões antigos podem ser uma das fontes da água encontrada na Lua

CIÊNCIA/VULCANOLOGIA/GEOLOGIA/LUA

Por se tratarem de ambientes inóspitos, é sempre surpreendente saber que outros planetas e satélites, como o nosso, albergam água ou formas de vida. Relativamente à Lua, especula-se, agora, que a água que foi por lá encontrada pode ter surgido a partir de vulcões.

Para a encontrar é necessário cavar suficientemente fundo.

Em Janeiro, o programa espacial da China, CNSA, detectou sinais de água na superfície da Lua, pela primeira vez. Os dados, que foram recolhidos pela sua sonda Chang’e-5, fizeram imenso sucesso e a notícia foi surpreendeu todos os terráqueos.

Depois disso, um estudo revelou que nem toda a água da Lua provinha da sua própria superfície, uma vez que uma parte dela deverá ter partido da atmosfera da Terra, conforme se especula. Agora, um outro estudo demonstra que existe outra fonte para a água da Lua: vulcões.

A investigação foi levada a cabo pela University of Colorado e levanta a hipótese de existirem camadas de gelo que foram originadas por erupções vulcânicas nos pólos da Lua.

Imagem meramente ilustrativa

Segundo Andrew Wilcoski, autor principal do estudo e aluno de pós-graduação no Departamento de Ciências Astrofísicas e Planetárias (APS) e no Laboratório de Física Atmosférica e Espacial (LASP) da universidade, os investigadores veem o fenómeno como “uma geada na Lua que se foi acumulando com o tempo”.

Simulações concluíram que água na Lua pode ter chegado através de vulcões

Para tirarem conclusões, os investigadores basearam-se em simulações computorizadas que utilizaram para recriar as condições na Lua, na altura em que presumivelmente as fontes de água se desenvolveram. A partir daí, descobriram que os antigos vulcões lunares emitiam uma grande quantidade de vapor de água, que depois se instalava na superfície sob a forma de gelo.

É possível que 5 ou 10 metros abaixo da superfície, haja grandes camadas de gelo.

Revelou Paul Hayne, professor assistente na APS e na LASP e co-autor do estudo.

O mesmo professor partilhou ainda que “há muitas fontes potenciais neste momento” e que a Lua pode albergar muito mais água do que aquela que os investigadores pensavam ser possível anteriormente.

Os cientistas especulam que há dois ou quatro mil milhões de anos, milhares de vulcões irromperam da superfície da Lua, dando origem a enormes rios de lava. de acordo com os modelos informáticos, aproximadamente 41% da água dos vulcões pode ter condensado na Lua, permanecendo em forma de gelo.

Pplware
Autor: Ana Sofia Neto
31 Mai 2022


 

1137: Lembrete sobre varíola e Monkeypox (II)

O vírus monkeypox quando provoca uma infecção humana deve ser designada como DOENÇA DO VÍRUS MONKEYPOX (e não “varíola-dos-macacos” porque nem é varíola nem em macacos). Ó doutor, mas num país de macacos, há que variolar um pouco… 🙂


OPINIÃO

A varíola era uma doença que existiu, mas que já não existe. Em 1980, foi erradicada pela vacinação.

Era uma doença com manifestações cutâneas, quase sempre, muito exuberantes que permitiam o diagnóstico rápido, sobretudo em contexto epidémico. Nem sempre tinha a mesma gravidade, visto que, por vezes, o quadro clínico era mais ligeiro. Em Portugal, esta forma minor foi designada de “alastrim”, enquanto que a erupção intensa era conhecida, em linguagem popular, como “bexigas”.

No tempo antes de 1980, as epidemias de varíola eram devastadoras como causa de morte e de doença, em especial de cegueira, quando as lesões atingiam os tecidos oculares. A par da peste, da cólera e da tuberculose, a varíola integrava o grupo das doenças consideradas como major killers.

A varíola era uma infecção exclusiva de seres humanos, sublinhe-se. Nunca houve varíola em animais, nem sequer em macacos. As próprias pessoas doentes eram o reservatório do vírus. Eram elas que transmitiam a infecção por via respiratória, à distância ou por contacto directo com as lesões.

No mundo de hoje, não há varíola. Persiste, no entanto, em África, uma OUTRA doença, mas animal, em macacos e em roedores que é provocada por um vírus aparentado, do mesmo género, mas com genoma diferente: o vírus da monkeypox ou também designado pela sigla VMPX. Há duas estirpes distintas deste vírus: uma descoberta nos roedores e símios da África Ocidental e outra nas florestas do Congo (ex-Zaire). A primeira é menos agressiva. As estirpes do vírus da monkeypox, bem como a doença animal que causam, ainda permanecem porque, naturalmente, nunca houve vacinação de macacos…

O vírus monkeypox quando provoca uma infecção humana deve ser designada como DOENÇA DO VÍRUS MONKEYPOX (e não “varíola-dos-macacos” porque nem é varíola nem em macacos).

Porém, o vírus da monkeypox pode, em situações raras, transmitir-se a seres humanos em consequência de contacto próximo com animais infectados, sobretudo em pessoas sem a vacina contra a varíola. Uma vez adquirida, a infecção humana por VMPX pode gerar cadeias de transmissão, nomeadamente em pessoas não-protegidas pela vacina antivariólica.

Isto é, nesses casos, a infecção animal foi adquirida por seres humanos. Por isso, é errado designar que determinada pessoa tem “varíola-dos-macacos”. O vírus monkeypox quando provoca uma infecção humana deve ser designada como DOENÇA DO VÍRUS MONKEYPOX (e não “varíola-dos-macacos” porque nem é varíola nem em macacos). Aliás, por analogia, este é o método seguido para designar a infecção humana do Ébola que é uma zoonose*: doença do vírus Ébola, porque Ébola é o nome do vírus e não da doença…

Agora, como noticiado, há um surto da doença do vírus monkeypox, que foi recentemente confirmado, em pessoas sem a vacina contra a varíola, em Portugal e, também, no Reino Unido, Espanha, Suécia, Bélgica e Estados Unidos da América, entre outros países.

Antes de tudo, há a realçar a rapidez do diagnóstico clínico e laboratorial, incluindo, pela primeira vez, a sequenciação do genoma do vírus, alcançada pelos especialistas do Instituto Ricardo Jorge. Um sucesso.

Foram perfeitas as respostas conjuntas, em termos de qualidade e sem demoras, tanto de médicos, enfermeiros, gestores, como de cientistas. Um orgulho.

O ganho para toda a Sociedade é bem evidente quando há boa articulação entre as unidades do Serviço Nacional de Saúde, incluindo DGS e Instituto Ricardo Jorge.

* Zoonose é a expressão dada a doenças comuns a animais e seres humanos.

Ex-director-geral da Saúde
franciscogeorge@icloud.com

Diário de Notícias
Francisco George
01 Junho 2022 — 00:15