1317: Monkeypox. Surto terá tido origem única e vírus tem mais de 50 mutações

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/MUTAÇÕES

O estudo do INSA sobre a sequenciação genética do vírus Monkeypox refere a origem única do surto mas indica que potencialmente terão existido várias introduções em países diferentes e salienta o número anormalmente elevado de mutações do vírus, uma média de 50.

© Reinaldo Rodrigues Global Imagens (Arquivo)

Uma investigação do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) sugere que o surto de ‘monkeypox’ tenha uma única origem e que o vírus tem um número “anormalmente elevado” de mutações, tendo em conta as suas características.

O estudo do INSA sobre a sequenciação genética do vírus ‘Monkeypox’, publicado na revista científica Nature Medicine, refere a origem única do surto mas indica que potencialmente terão existido várias introduções em países diferentes e salienta o número anormalmente elevado de mutações do vírus, uma média de 50, contrariando expectativas da comunidade científica tendo em conta as características do agente em causa.

“A origem mais provável do vírus que está a causar o surto de ‘monkeypox’ mundialmente em 2022 é um vírus ancestral comum que terá causado um surto na Nigéria em 2017 e que tenha sido responsável também pela exportação de alguns casos em 2018 e 2019 para o Reino Unido, Singapura e Israel”, disse esta quinta-feira à Lusa o investigador do INSA João Paulo Gomes, que liderou o estudo.

A hipótese mais plausível será a de que a linhagem original tenha continuado a circular na Nigéria ou em países vizinhos ao longo dos últimos cinco anos e tenha acumulado mutações nesse processo.

De acordo com esta teoria, algumas pessoas infectadas terão viajado, provavelmente nos meses de Março ou Abril de 2022, para países não endémicos como Portugal, Reino Unido e Espanha e iniciado cadeias de transmissão.

Relativamente às características do vírus, o responsável da Unidade de Investigação do Núcleo de Genómica e Bioinformática do Departamento de Doenças Infecciosas do INSA disse que os investigadores ficaram surpreendidos quando se aperceberam que existiam “muito mais mutações do que o que era esperado”.

Investigadores observaram “um vírus muito evoluído”

“Se ele provêm, muito provavelmente, do vírus da Nigéria, que circulou há cerca de cinco anos, e esperando uma taxa de mutação perfeitamente descrita de cerca de uma, não mais de duas, mutações por ano, não seria expectável que tivéssemos um vírus a circular agora e a causar este surto massivo com mais de dez mutações. No entanto, encontrámos uma média de 50 mutações no vírus que sequenciámos e isto fez com que apelidássemos de uma evolução acelerada”, salientou.

O que os investigadores observaram foi “um vírus muito evoluído” relativamente ao que estavam à espera, mas João Paulo Gomes referiu que não é conhecido “qual o impacto destas mutações em termos de maior ou menor transmissão, em termos de maior ou menor severidade”.

O investigador adiantou que “um número muito significativo” das mutações tinha como alvo proteínas do vírus que estão associadas à interacção com as proteínas humanas, em particular com o sistema imunitário, o que “sugere claramente um processo de adaptação” aos humanos.

“A maior parte das mutações parecem resultar de um mecanismo de defesa do próprio ser humano, que actua normalmente com vista a modificar geneticamente o vírus invasor de forma a controlar a infecção, podendo, no entanto, acontecer que, por má regulação deste sistema, as mutações criadas no vírus não lhe sejam prejudiciais, o que parece ter sido exactamente o que aconteceu com o vírus ‘Monkeypox’ de 2022”, rematou.

Em Portugal, já foram reportados 402 casos de ‘Monkeypox’.

Até 27 de Junho, tinham sido reportados um total de 4.357 casos em 48 países.

Diário de Notícias
DN/Lusa
30 Junho 2022 — 14:12

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1316: Portugal ultrapassa os 400 casos de infecção humana por vírus Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Confirmados mais 11 casos infecção humana por vírus Monkeypox, elevando para 402 o número total de infectados em Portugal, anuncia a DGS.

© Telmo Pinto / Global Imagens (Arquivo)

Há agora 402 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, segundo informou esta quinta-feira a Direcção-Geral da Saúde (DGS). Foram confirmadas mais 11 infecções face à actualização do dia anterior.

Até ao momento, Lisboa e Vale do Tejo continua a registar o maior número de casos, tendo sido reportadas infecções nas restantes regiões do continente (Norte, Centro, Alentejo e Algarve) e na Região Autónoma da Madeira.

Os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”, indica a autoridade nacional da saúde.

“Todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, lê-se na nota divulgada no site da DGS.

Na actualização é referido que uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas.

Os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

A informação recolhida através dos inquéritos epidemiológicos está a ser analisada para contribuir para a avaliação do surto a nível nacional e internacional, refere a autoridade de saúde, acrescentando que continua a acompanhar a situação a nível nacional em articulação com as instituições europeias.

Diário de Notícias
DN
30 Junho 2022 — 12:42

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1315: O meu Wallpaper de hoje, dia 30.06.2022

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Amnistia Internacional: Rússia cometeu um “claro crime guerra” contra teatro de Mariupol

INVASÃO DA UCRÂNIA/CRIMES DE GUERRA SOVIÉTICOS

© EPA/Leszek Szymanski

Uma extensa investigação da Amnistia Internacional (AI) conclui que as forças militares russas cometeram um “claro crime de guerra” quando atacaram o teatro da cidade ucraniana de Mariupol em Março, matando cerca de cerca de 600 pessoas.

“Após meses de investigação rigorosa, análise de imagens de satélite e entrevistas com dezenas de testemunhas, concluímos que o ataque foi um claro crime de guerra cometido pelas forças russas”, disse a secretária-geral da AI, Agnès Callamard.

“Muitas pessoas ficaram feridas ou perderam a vida neste ataque implacável. É provável que as suas mortes tenham sido causadas pelo ataque deliberado de civis ucranianos pelas forças russas”, salientou.

Agnès Callamard sublinhou que “o Tribunal Penal Internacional e todos aqueles que têm jurisdição sobre os crimes cometidos durante este conflito devem investigar os ataques como um crime de guerra”.

Em maio, uma investigação da agência de notícias AP descobriu que cerca de 600 pessoas morreram no ataque ao teatro, o dobro do número estimado por Kiev, na ocasião.

Entre 16 de Março e 21 de Junho, a AI analisou de forma detalhada provas digitais, imagens de satélite, 52 testemunhos em primeira mão de sobreviventes e pessoas que presenciaram o ataque, plantas de arquitectura do edifício e material autenticado de fotografia e vídeo.

Num novo relatório, intitulado “‘Children’: The Attack on the Donetsk Regional Academic Drama Theatre in Mariupol” (“Crianças: Teatro Dramático Regional Académico de Donetsk em Mariupol”, em tradução simples), a organização não governamental (ONG) documenta como os russos atacaram a infra-estrutura, mesmo sabendo da existência de centenas de civis, incluindo crianças.

Entrevistando vários sobreviventes e recolhendo vários dados informáticos, a equipa de Resposta a Crises da AI concluiu que o ataque foi quase certamente realizado por aviões de guerra russos que lançaram duas bombas de 500 quilogramas (kg) que caíram junto uma da outra e detonaram simultaneamente.

A AI contratou um físico para criar um modelo matemático da detonação, para determinar o peso explosivo líquido da explosão que seria necessário para causar o nível de destruição detectado no teatro.

A conclusão, segundo a ONG, foi que as bombas tinham um peso explosivo líquido de 400/800 kg.

Por seu lado, com base nos dados disponíveis sobre as bombas russas, a AI estimou que as ramas eram provavelmente duas bombas de 500kg do mesmo modelo, dando um peso total explosivo líquido entre 440 e 600kg.

As aeronaves do Exército russo com maior probabilidade de realizar o ataque eram caças multi-funcionais — como os modelos Su-25, Su-30 ou Su-34 — baseados em aeródromos da Rússia próximos e frequentemente vistos a operar no sul da Ucrânia.

Após examinar várias teorias, a investigação conclui que um ataque aéreo deliberado contra um alvo civil era a explicação mais provável.

De acordo com a AI, sobreviventes e outras testemunhas admitiram terem visto cadáveres que não conseguiram identificar, sendo provável que muitas mortes estejam ainda por relatar.

O Teatro Drama de Mariupol, na região de Donetsk, tornou-se um porto seguro para os civis que procuravam abrigo dos combates.

Além de ser um centro de distribuição de medicamentos, alimentos e água, e um ponto de encontro designado para as pessoas que esperavam ser retiradas em corredores humanitários, o edifício, naquela cidade cercada, era reconhecível como uma infra-estrutura civil, segundo a AI.

Lusa

Diário de Notícias
30 jun 01:10

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1313: Você consegue ver o caranguejo nesta foto? (Dica: está sob o fuzz.)

CIÊNCIA/BIOLOGIA

O caranguejo usa seu casaco para camuflagem.

Um caranguejo nativo da Austrália Ocidental usa um casaco desgrenhado feito de esponjas bronzeadas. (Crédito da imagem: Cortesia do Museu WA. Fotógrafo: Colin McLay )

Uma espécie de caranguejo que foi recentemente descoberta na Austrália se forma com chapéus e casacos maciços feitos de esponjas vivas, o que faz com que o crustáceo pareça um brinquedo de pelúcia maravilhosamente espremível.

(Não se engane, porém – há um exoesqueleto duro sob toda a fofa desgrenhada!)

Uma família avistou pela primeira vez o caranguejo, o recém-nomeado Lamarckdromia beagle, quando ele apareceu em uma praia perto da cidade da Dinamarca, na Austrália Ocidental. Eles enviaram o espécime para Andrew Hosie, curador das colecções de crustáceos e vermes no Museu da Austrália Ocidental, em Perth, que reconheceu o animal como algum tipo de caranguejo esponja, embora “bastante incomum”.

“A extrema fofura foi a doação para nós”, disse Hosie à Live Science por e-mail. “Os caranguejos esponjas são muitas vezes peludos, mas é mais parecido com feltro ou veludo, em vez de este casaco desgrenhado completo.”

Os membros da família do caranguejo de esponja (Dromiidae) usam suas garras dianteiras afiadas para colectar pedaços de esponja e ascidas – alimentadores de filtro, como esguichos no mar – e usam pernas traseiras especializadas para segurar esses enfeites acima de suas cabeças.

Com o tempo, esses enfeites se acumulam para formar uma espécie de tampão apertado sobre o caranguejo, ajudando o animal a evitar ser visto por peixes predadores, outros caranguejos e polvos que podem comê-lo. As esponjas também são conhecidas por produzir produtos químicos nocivos, o que provavelmente torna o caranguejo um lanche menos tentador para predadores, disse Hosie.

Ao receber o espécime coberto de esponja, Hosie contatou Colin McLay, um biólogo marinho aposentado e ex-professor associado da Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, que estuda caranguejos esponjosos há décadas. McLay confirmou que o caranguejo era uma espécie anteriormente desconhecida.

A equipe então comparou o crustáceo com outros membros do género Lamarckdromia alojados nas colecções do Museu da Austrália Ocidental. Ao fazê-lo, eles descobriram quatro espécimes adicionais de L. beagle que haviam sido colectados em vários locais costeiros entre 1925 e 1983, mas ainda não haviam sido descritos ou sinalizados como a mesma espécie. Juntos, esses espécimes sugerem que o L. beagle pode ser encontrado em águas rasas e subtidais entre Hopetoun e Cape Naturaliste na costa sul da Austrália Ocidental, disse Hosie.

O nome da espécie de caranguejo fofo comemora o HMS Beagle, o navio que em 1836 transportou o naturalista britânico Charles Darwin para Albany, na Austrália, durante sua segunda expedição de pesquisa. “Esta viagem é considerada como tendo feito um impacto profundo em Darwin, levando-o em seu caminho para formular sua teoria da selecção natural”, disse Hosie.

O nome “beagle” também se adequa à recém-descoberta espécie de caranguejo porque a pelagem fofa do animal tem a mesma cor marrom-avermelhada que as marcas no rosto e nos ombros de um beagle, acrescentou.

Os pesquisadores descreveram a nova espécie de caranguejo em 28 de Abril na revista Zootaxa (abre em nova aba).

Originalmente publicado em Live Science.
Por Nicoletta Lanese
29.06.2022

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1312: Portugal já tem quase 400 casos de infecção humana por vírus Monkeypox

SAÚDE PÚBLICA/SURTO/VÍRUS MONKEYPOX/INFECÇÕES

Registados 391 casos de infecção humana por vírus Monkeypox em Portugal, mais 18 do que no dia anterior, indicou a DGS. Pela primeira vez, Madeira reporta infecções.

© Gonçalo Villaverde/Global Imagens (Arquivo)

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) confirmou esta quarta-feira mais 18 casos de infecção humana por vírus Monkeypox, elevando para 391 o número total de infectados em Portugal.

Lisboa e Vale do Tejo regista o maior número de casos, havendo também infecções reportadas nas restantes regiões do continente (Norte, Centro, Alentejo e Algarve) e, pela primeira vez, na Região Autónoma da Madeira.

Os casos confirmados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) “mantêm-se em acompanhamento clínico, encontrando-se estáveis”​

A DGS refere ​​​​que “todas as infecções confirmadas são em homens entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos.”

Em actualização

Diário de Notícias
DN
29 Junho 2022 — 12:04

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1311: O meu Wallpaper de hoje, dia 29.06.2022

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1310: Vacina contra a gripe tem efeito surpreendente contra o avanço da doença de Alzheimer

SAÚDE PÚBLICA/ALZHEIMER/VACINA

Nos últimos anos, as vacinas foram alvo de forte investigação e elaboraram-se muitos estudos para perceber os impactos que estas drogas teriam no corpo humano. Alguns dados mostram mesmo resultados surpreendentes, como foi o caso de um estudo que associa a vacina contra a gripe a um risco reduzido de doença de Alzheimer.

As conclusões são promissoras, mas pouco se sabe sobre os mecanismos por detrás deste efeito.

Vacina contra a gripe ajuda a combater o avanço da Alzheimer

O Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas, UTHealth Houston, divulgou recentemente os resultados de um estudo que associa a vacina contra a gripe a um risco reduzido de doença de Alzheimer. Conforme referido, os resultados são promissores, mas pouco se sabe sobre os mecanismos por detrás deste efeito e, portanto, como explorá-lo.

O estudo foi realizado nos Estados Unidos e percebeu que existiu uma redução de 40% na probabilidade associada ao desenvolvimento da doença de Alzheimer e ao facto de ter recebido a vacina contra a gripe. Especificamente, os investigadores descobriram que, embora 8,5% dos que não receberam a vacina tenham desenvolvido a doença durante o período do estudo, a proporção caiu para 5,1% entre os que receberam a vacina.

Os detalhes do estudo estão agora disponíveis no Journal of Alzheimer’s Disease. Foram analisados mais de dois milhões de perfis no estudo, dos quais foram seleccionados 935.887 participantes vacinados e 935.887 não vacinados.

Os participantes eram americanos com mais de 65 anos de idade. O estudo seguiu-os durante quatro anos.

Pormenores sobre a investigação

A técnica utilizada é conhecida como Propensity Score Matching, uma técnica em que “pares” de participantes com características semelhantes são combinados. Esta metodologia permite aos investigadores obter informação valiosa sobre os efeitos do tratamento, embora não seja considerada tão precisa como os ensaios aleatórios controlados.

A possível ligação entre a vacina contra a gripe e a resistência à doença de Alzheimer não é inteiramente nova. Há dois anos, a equipa de investigadores da UTH publicou os primeiros resultados conseguidos. Nessa altura, analisaram os registos médicos de mais de 300.000 pacientes na procura da tal ligação.

Albert Amran, então estudante da UTHealth e co-autor de ambos os estudos, explicou que a sua teoria era que as proteínas do vírus da gripe podiam “treinar” a resposta imunitária do corpo e, assim, proteger contra a doença de Alzheimer. Também apontou a necessidade de mais análises e ensaios clínicos para explorar a vacina da gripe como uma “estratégia de saúde pública na luta contra [a doença de Alzheimer]”.

Vacinas que protegem

Estas descobertas não vieram sozinhas. Também em 2020, dois estudos encontraram ligações semelhantes. Um descobriu que a vacinação contra a pneumonia poderia reduzir a incidência de Alzheimer até 40%, enquanto outro descobriu que os idosos com demência tinham muito mais probabilidade de morrer após contrair uma infecção do que aqueles sem demência.

Estes dados levaram a equipa a investigar mais profundamente os mecanismos que ligam a vacinação dirigida a algumas doenças à imunidade contra a doença de Alzheimer.

Estamos a pensar que este não é um efeito específico da vacina da gripe.

Explica Paul Schulz, outro membro da equipa de investigação.

Este investigador também referiu que ainda há muito a descobrir sobre a forma como o sistema imunitário reage nestes casos. Outra questão ainda por responder é se a vacina só ajuda na prevenção da doença de Alzheimer ou se também tem um efeito positivo em fases posteriores da doença.

Estima-se que existam mais de 35 milhões de pessoas em todo mundo com a doença Alzheimer.

Pplware
Autor: Vítor M
28 Jun 2022

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“Estes 5 rostos tiveram vontade de mudar o país politicamente”

A minha opinião – quer se goste ou não dela por quem a ler – depois de 48 anos de uma pseudo mudança política em Portugal pós 25’Abr’74 e em ordem aos nomes citados nesta notícia: dos cinco homens que mudaram Portugal, apenas o General Ramalho Eanes demonstrou servir fielmente Portugal e os Portugueses. Os restantes – Freitas do Amaral e Sá Carneiro, aterraram na democracia em construção, vindos da União Nacional do Estado Novo salazarista; Mário Soares que andou pela França gozando um “exílio” dourado, enganou muitos portugueses (eu incluído), com a ideologia marxista de Friedrich Engels e Karl Marx, que foram dois dos principais teóricos, tanto no âmbito da filosofia, como da sociologia, que influíram grande parte das forças partidárias políticas de esquerda. Ambos germânicos, deram origem a uma série de tratados, ensaios, e obras sobre as forças opressores, e as classes subjugadas pelas mesmas, estando ambas relacionadas através dos meios de produção, e da produção propriamente dita. Em circulação, está o capital, recurso detido por poucos e carecido por muitos. Foi na tentativa de subverter essa situação, pouco depois do estalar da Revolução Industrial, que estes dois teóricos uniram esforços e ideologias, e redigiram algumas obras cruciais na definição daquilo que seria a abolição das classes após a luta destas; Álvaro Cunhal foi sempre o porta-voz e a K7 da U.R.S.S. (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas) stalinista/leninista, vibrando exacerbadamente com a ditadura do proletariado; finalmente, o General Ramalho Eanes foi o único dos visados que mereceu o respeito, a consideração e a simpatia dos Portugueses que viram nele a esperança para uma mudança para Portugal depois de penosos 50 anos de fascismo salazarista mas que infelizmente não se concretizou.

48 ANOS DE ABRIL

A dois anos do cinquentenário do 25 de Abril, é lançado Os 5 Homens que Mudaram Portugal para Sempre, que retrata, em partes, pontos da vida em comum dos rostos que fizeram a transição para a democracia. “Foram homens magníficos, quer se goste ou não”, diz a autora.

Isabel Nery é jornalista e já publicou uma biografia de Sophia de Mello Breyner Andresen.
© Paulo Spranger / Global Imagens

Diogo Freitas do Amaral, Francisco Sá Carneiro, Mário Soares, Álvaro Cunhal e António Ramalho Eanes foram “os políticos responsáveis pela transição para a democracia”. E, por isso, foram os cinco rostos escolhidos por Isabel Nery, jornalista e investigadora, para escrever o livro que agora é editado.

“Não são biografias de cada um”, começa por esclarecer, “mas o objectivo foi focar-me entre 1974 e 1976 e olhar para estas cinco pessoas e perceber onde todos se cruzaram”, começa por explicar a autora, que acrescenta: “Foi preciso fazer uma investigação muito específica sobre cada um deles, foi um bocadinho uma loucura.”

O livro, editado pela Dom Quixote, surge a dois anos do cinquentenário do 25 de Abril. Algo que, garante, é apenas coincidência. “Na verdade, o livro já era para ter saído antes. Começámos [Isabel e o editor Francisco Camacho] a pensar nisto ainda durante a pandemia.

Fazer uma biografia é muito difícil, o objecto de estudo são pessoas e tem de estar tudo muito bem justificado, e isso leva tempo“, e por isso, explica a autora: “Aquilo que quero dar ao meu leitor é uma coisa ritmada, não podem ser só datas atrás de datas.”

Num “período riquíssimo do ponto de vista histórico e político”, escolher cinco rostos importantes podia não ser tarefa fácil. “Havia tantas outras hipóteses, podia ser também o Otelo Saraiva de Carvalho, o Vasco Lourenço ou até o próprio Salgueiro Maia.”

Mas a escolha acabou por recair apenas sobre políticos, porque, considera Isabel Nery, “os militares tiveram um papel importante, sim, até para travar uma eventual guerra civil, mas os políticos, bem ou mal, acabaram por fazer a transição para o regime democrático, em que há ali um período em que os militares são importantes. Isto não significa que não haja outras pessoas com importância nesta altura. Não faltariam rostos sobre os quais falar, mas isso seria outro livro”.

Cunhal e Soares deixaram uma marca histórica muito patente ainda nos dias de hoje.

Apesar de estes cinco homens estarem em lados políticos diferentes (Freitas do Amaral e Sá Carneiro à direita, Soares e Cunhal à esquerda, Ramalho Eanes mais neutro), todos acabaram por ter um papel activo na transição entre o Estado Novo e a democracia.

E, segundo Isabel Nery, o país saiu a ganhar com isso: “Uma das coisas mais interessantes que consegui perceber ao escrever o livro foi que, apesar de tudo, Portugal teve alguma sorte em conseguir a conjugação destas pessoas naquele período de tempo. As probabilidades de as coisas correrem mal eram bastante grandes.” Isto porque, afirma, “estes homens tiveram, acima de tudo, vontade de mudar o país politicamente, apesar de terem percepções diferentes sobre o que devia ou não acontecer. Houve uma convergência e um aliar de vontades que hoje se vê pouco”.

E exemplifica: “Sá Carneiro vinha da ala liberal, ainda do antigo regime, zanga-se e, depois de ver que não ia haver qualquer mudança de rumo, sai para tentar um regime mais democratizado.” Além disso, segundo a escritora, à excepção de Ramalho Eanes, todos tinham antecedentes familiares de posses. A família de Mário Soares, por exemplo, “era uma família de uma classe média alta, de uma certa burguesia”.

O livro é editado esta terça-feira.
© DR

Mas, ainda que tenha sido na madrugada de 25 de Abril que o Estado Novo caiu, a luta começou a ser travada muito antes, conta Isabel Nery: “Uma coisa que percebi e me impressionou muito no caso de Mário Soares, foi que esteve preso mais vezes do que Cunhal – ainda que em períodos mais curtos – e esteve 30 anos a batalhar por uma democracia em Portugal, persistindo e acabando até por perder algumas regalias, e acho que não há muito nessa noção histórica”, e, fruto dessa luta, “Cunhal e Soares deixaram uma marca histórica muito patente ainda nos dias de hoje”.

Por outro lado, a luta acabou por ser “um bocadinho inesperada”, se for vista por outro prisma: o de Freitas do Amaral, fundador do CDS-PP. Como explana Isabel Nery, “era amigo e foi aluno de Marcello Caetano, chegou a ser convidado para fazer parte dos governos, foi sempre associado, numa fase inicial, ao fascismo e ao antigo regime, mas recusou-se sempre. Acho até que isto é mais significativo e inesperado, porque mostra a vontade em mudar o rumo do regime político”.

Aos olhos da escritora, “todos foram homens magníficos, quer se goste ou não, eram homens extremamente bem preparados – uns melhor que outros -, mas todos com uma vontade enorme.”

Com o livro a chegar às bancas por estes dias, falar de outro volume em breve ainda não é assunto na mente de Isabel Nery, mas não fecha a porta a uma eventual publicação.

“Uma biografia de cada um deles não é propriamente lógico, mas um livro sobre este período da história em concreto posso vir a explorar”, isto porque, conforme ela, “é só pegar num dia e há imensos acontecimentos. Não vou fazer um livro sobre isso, mas o 25 de Novembro e o 11 de Março são bons exemplos”, rematou.

rui.godinho@dn.pt

Diário de Notícias
Rui Miguel Godinho
28 Junho 2022 — 00:17


 

1308: Alemanha Nazi

Esta informação faz-me lembrar o que se está a passar na actual União Soviética putineira. Basta mudar os nomes dos intervenientes e a estória é a mesma! Isto vem a propósito do nazi Medvedev alertar para a III Guerra Mundial se um membro da NATO invadir a Crimeia.

 

Alemanha Nazista (português brasileiro) ou Nazi (português europeu), também chamada de Terceiro Reich (oficialmente, desde 1943, Grande Reich Alemão), são nomes comuns para a Alemanha durante o período entre os anos de 1933 e 1945, quando o seu governo era controlado por Adolf Hitler e pelo Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP), mais conhecido como Partido Nazista. Sob o governo de Hitler, a Alemanha foi transformada em um Estado totalitário fascista que controlava quase todos os aspectos da vida. A Alemanha nazista deixou de existir após as forças aliadas derrotarem os alemães em maio de 1945, encerrando a Segunda Guerra Mundial na Europa.

Depois de Hitler ter sido nomeado Chanceler da Alemanha por Paul von Hindenburg, o presidente da República de Weimar, em 30 de Janeiro de 1933, o Partido Nazista começou a eliminar toda a oposição política e a consolidar seu poder. Hindenburg morreu em 2 de Agosto de 1934 e Hitler se tornou ditador da Alemanha, quando os poderes e escritórios da Chancelaria e da Presidência foram fundidos. Um referendo nacional, realizado em 19 de Agosto de 1934, confirmou Hitler como o único Führer (líder) da Alemanha. Todo o poder foi centralizado nas mãos dele e a sua palavra estava acima de todas as leis. O governo nazista não era uma organização de cooperação coordenada, mas sim uma colecção de facções que lutavam para acumular poder e ganhar a simpatia de Hitler. Em meio à Grande Depressão, os nazistas restauraram a estabilidade económica e terminaram com o desemprego em massa usando gastos militares pesados e uma economia mista. Extensas obras públicas foram realizadas, incluindo a construção das Autobahns (rodovias de alta velocidade). O retorno à estabilidade económica impulsionou a popularidade do regime.

O racismo e o antissemitismo eram, especialmente, uma característica central do regime. Os povos germânicos — também referido como raça nórdica — foram considerados a representação mais pura do arianismo e, portanto, a raça superior. Judeus e outros grupos considerados indesejáveis foram perseguidos ou assassinados e a oposição ao governo de Hitler foi brutalmente reprimida. Membros da oposição liberal, socialista e comunista foram mortos, presos ou forçados ao exílio. As igrejas cristãs também foram oprimidas, sendo muitos de seus líderes presos. A educação era focada na biologia racial, política populacional e aptidão para o serviço militar. Carreira e oportunidades educacionais para as mulheres foram reduzidas. A recreação e o turismo foram organizados através do programa “Força pela Alegria” e os Jogos Olímpicos de Verão de 1936 apresentaram o Terceiro Reich ao cenário internacional. Joseph Goebbels, o ministro de propaganda, fez uso efectivo de filmes, manifestações de massa e da hipnotizante oratória de Hitler para controlar a opinião pública alemã. O governo controlava a expressão artística, promovendo formas de arte específicas, enquanto desencorajava ou proibia outras.

A Alemanha nazista fez exigências territoriais cada vez mais agressivas e ameaçou entrar em guerra caso não fosse atendida. A Áustria e a Tchecoslováquia foram tomadas em 1938 e 1939. Hitler fez um pacto com Josef Stálin e invadiu a Polónia em Setembro de 1939, o que deu início a Segunda Guerra Mundial na Europa. Em aliança com a Itália fascista e outras Potências do Eixo, a Alemanha conquistou a maior parte da Europa em 1940 e ameaçou o Reino Unido. Reichskommissariate assumiram o controle brutal das áreas conquistadas e uma administração alemã foi fundada no que restou da Polónia. Os judeus e outros considerados indesejáveis foram presos e assassinados em campos de concentração e em campos de extermínio. A implementação das políticas raciais do regime culminou no assassinato em massa de judeus e de outras minorias durante o Holocausto. Cada ramo da burocracia alemã estava envolvido na logística que levou ao extermínio, o que faz com que alguns classifiquem o Terceiro Reich como um “um Estado genocida“. Após a invasão alemã da União Soviética em 1941, o cenário virou contra os nazistas e grandes derrotas militares foram sofridas em 1943. O bombardeio em larga escala de cidades, ferrovias e refinarias alemãs aumentou em 1944. A Alemanha foi invadida em 1945 pelos soviéticos através do leste e os outros Aliados pelo oeste. A recusa de Hitler a admitir a derrota levou à destruição maciça da infra-estrutura alemã e a perda desnecessária de vidas nos últimos meses da guerra. Os Aliados vitoriosos iniciaram uma política de desnazificação e colocar a liderança nazista sobrevivente em julgamento por crimes de guerra durante os julgamentos de Nuremberg.

A maioria do povo alemão ficou aliviada quando os conflitos populares da era Weimar tinham terminado. Eles foram inundados com campanhas de propaganda orquestradas por Joseph Goebbels, que prometiam paz e abundância para todos em um país unido, livre do marxismo e sem as restrições do Tratado de Versalhes.[31]

No dia 27 de Agosto de 1939, a Alemanha nazista e a União Soviética assinaram um pacto de não-agressão, o Pacto Ribbentrop-Molotov (assim chamado por ter sido efectuado pelos ministros dos exteriores da Alemanha e da União Soviética), França e Reino Unido anteriormente estavam em negociações com a União Soviética, porém, não desejavam de fato uma aliança, ao contrário da Alemanha (ver: Comparação entre nazismo e stalinismo e Negociações sobre a adesão da União Soviética ao Eixo). O acordo não somente garantia a neutralidade da União Soviética no caso da Alemanha invadir outros países — uma vez que naquele momento Hitler não teria condições de lutar em duas frentes –, como uma parte secreta do acordo estabelecia que a Polónia seria invadida e dividida entre as duas potências.[44]

Hitler começou a exigir da Polónia um acordo comercial germano-polonês que incluía a construção de uma linha ferroviária e a militarização de Dantzig, no que foi negado pela Polónia. Pouco tempo depois em 1º de Setembro de 1939, tropas alemãs invadiram o território polonês pelo oeste (invasão da Polónia), sendo seguidas pelas tropas russas que em 17 de Setembro de 1939, invadiram o lado leste (invasão soviética da Polónia). Em menos de um mês, o precário exército polonês foi derrotado. Os governos do Reino Unido e França entregaram ultimatos à Alemanha, avisando que deveria retirar suas tropas da Polónia; não houve resposta e em 3 de Setembro declararam guerra à Alemanha: começava a Segunda Guerra Mundial.[43]

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
28.06.2022